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TRAGÉDIA FAMILIAR

Morre mulher baleada com o marido no bairro Vila Esplanada, em Rio Preto

Aline teve o óbito constatado neste domingo, 3; apontado como autor do crime, ex-padrasto dela foi preso em Goiás

por Joseane Teixeira
Publicado em 03/05/2026 às 11:45Atualizado em 03/05/2026 às 11:46
Aline e Marcelo morreram após ser baleados (Arquivo pessoal)
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Aline e Marcelo morreram após ser baleados (Arquivo pessoal)
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Após 17 dias de batalha pela vida, morreu na manhã deste domingo, 3, no Hospital de Base, Aline Paula Pita Barbosa, a mulher que foi baleada junto ao marido no dia 16 de abril, após ter a casa invadida pelo ex-padrasto Nilton Antônio de Morais.

Segundo o apurado pela reportagem, Aline tinha sido submetida a pelo menos duas cirurgias após ser atingida por disparos no peito e no braço. Ela seguia internada em Unidade de Terapia Intensiva quando, neste sábado, 2, iniciou desconforto respiratório e evoluiu com falência respiratória e falência múltipla de órgãos.

O óbito foi constatado às 5h50.

Com a morte de Aline e do marido dela, Marcelo Barbosa (no dia 21 de abril), o casal deixa dois filhos órfãos, um jovem de 18 anos e uma menina de 10 anos, que é autista e demanda suporte especializado.

Nas redes sociais, Aline compartilhava a rotina de terapias com a filha e comemorava cada conquista da caçula, como quando ela aprendeu a mastigar alimentos, que antes só ingeria amassados.

"Esse vídeo parece simples, mas para nós não. Ele é a prova de mais uma vitória na vida da minha doce Isa. Sei que é apenas o começo, que é a passos de formiguinhas, mas não desistirei jamais dela, meu amor tem muitas vitórias a serem conquistadas. E eu....ahh...eu....sempre estarei do lado dela. Ensinando, apoiando, lutando e amando ela", escreveu.

Ainda não há informações sobre o velório de Aline.

Preso preventivamente

Apontado como autor dos disparos, Nilton foi preso no dia 23 de abril, em Goiás, após trabalho integrado entre as polícias Civil e Militar dos dois estados. O crime estaria relacionado à vingança. Nilton atribui ao casal uma denúncia que ensejou a condenação dele a 35 anos de prisão por estupro de vulnerável.

Quando ele atirou no casal, já era considerado foragido da justiça há um ano, com mandado de prisão definitiva, após trânsito em julgado do processo.

Não há informações se ele já foi recambiado para Rio Preto.

O caso, anteriormente investigado pelo 1º Distrito Policial, foi remanejado para a Delegacia de Homicídios da Deic.

Até o momento, o inquérito não foi remetido ao Ministério Público.