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DESDOBRAMENTOS

PMs encontraram menor suspeito de latrocínio em carro de advogadas

Equipes realizavam cerco em área de mata em Guapiaçu

por Joseane Teixeira
Publicado em 12/06/2026 às 11:37Atualizado em 12/06/2026 às 11:59
Carro do motorista de aplicativo morto durante corrida (Polícia Civil / Divulgação)
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Carro do motorista de aplicativo morto durante corrida (Polícia Civil / Divulgação)
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O adolescente de 17 anos apreendido na madrugada desta sexta-feira, 12, por suspeita de envolvimento na morte do motorista de aplicativo Wilsiano Soares Novais Teixeira, foi encontrado dentro do veículo de duas advogadas, enquanto a Polícia Militar realizada cerco por uma região de mata, em Guapiaçu.

É o que consta no boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil, o qual a reportagem do Diário teve acesso.

De acordo com o documento, as equipes realizavam cerco e averiguação em uma chácara localizada na Rua das Atemoias, onde foi observada movimentação suspeita. No local, moradores inicialmente negaram a presença do infrator, porém, posteriormente informaram que ele havia fugido ao notar a aproximação policial, entrando em uma área de mata nas proximidades. Foi solicitado apoio de outras viaturas, incluindo equipes de Força Tática e 9º Baep, sendo mantido cerco na região durante a noite.

“Durante a madrugada, um veículo ocupado por advogadas foi abordado nas imediações, sendo constatado que no seu interior encontrava-se o indivíduo (nome do menor), o qual foi imediatamente abordado e detido. Em entrevista preliminar, Matheus confessou a prática do homicídio, alegando ter efetuado os disparos contra a vítima, bem como informou ter dispensado a arma de fogo utilizada (pistola calibre .765, de cor preta) em área de terreno baldio”, consta no documento oficial.

Em publicação nas redes sociais, uma das advogadas escreveu que negociou com policiais a entrega do adolescente.

"Hoje foi um dia diferente. Realizamos uma negociação com os policiais para 'entregar' o autor do homicídio da maneira mais pacífica possível. Policiais descobriram onde ele estava, ele fugiu e se escondeu", escreveu.

A advogada complementa: "fomos até lá, combinamos com os policiais um ponto de encontro para que ele se entregasse e garantimos que ele fosse apreendido da maneira mais rápida".

Em entrevista coletiva, o delegado da Deic, Roberval Costa Macedo, afirmou que trata o caso como latrocínio.

“O adolescente alegou que houve uma desavença por causa de troco, no ato do pagamento da corrida e, durante a desavença, desconfiou que o motorista pudesse ser policial civil, por isso atirou na cabeça da vítima”, disse.

O delegado afirma que o menor registra atos infracionais de tráfico de droga e homicídio no contexto da guerra de bairros.

Wilsiano era casado e deixa duas filhas menores.

O segundo suspeito, de 18 anos, segue foragido. A pistola utilizada no crime ainda não foi localizada.

Procurada, a advogada Mariana Cristina Vieira Ferreira manifestou em nota:

"Em nome da defesa, representada por mim e pela Dra. Victória Navarro, informamos que, neste momento, não temos informações adicionais a acrescentar além daquelas já prestadas pelo Delegado Roberval, durante a coletiva de imprensa realizada sobre o caso.

Assim, entendemos que cabe aguardar o regular andamento das investigações e o desenrolar do inquérito policial, momento em que os fatos serão devidamente esclarecidos pelas autoridades competentes".