Primeiro dia de aula na escola Octacílio Alves de Almeida, em Rio Preto, tem fila militar e hino nacional
Unidade é a primeira de Rio Preto a receber o modelo de escola cívico-militar, implantado pelo governo do Estado

O primeiro dia do ano letivo na escola estadual Octacílio Alves de Almeida, em Rio Preto, teve alunos em posição militar e execução do hino nacional. A organização ficou a cargo de dois policiais militares aposentados que trabalharam na cidade, o tenente Marcos Raimundo da Silva e o sargento Sérgio Henrique Umel, e que agora serão responsáveis por orientar os estudantes no pátio. A unidade é a primeira de Rio Preto a receber o modelo de escola cívico-militar.
Durante a solenidade, o tenente prestou continência ao prefeito coronel Fábio Candido (PL) e orientou uma aluna a repetir o gesto ao dirigente regional de ensino. A cerimônia marcou a abertura do ano letivo.
Além da unidade em Rio Preto, outras nove escolas estaduais de oito cidades da região vão adotar o modelo a partir desse ano.
Prefeito defende expansão
O prefeito afirmou que a adoção do formato representa “protagonismo” para Rio Preto e disse ser coautor do projeto que serviu de base para o modelo cívico-militar implementado pelo governo estadual.
Candido destacou que a atuação dos policiais militares da reserva na unidade é restrita à organização e disciplina do ambiente escolar. “O ensino continua sendo feito pelo professor da rede. O que muda é a segurança, a disciplina e os valores de civismo”, afirmou. Entre esses valores, citou o canto do hino nacional e reverência aos símbolos nacionais.
O prefeito também anunciou que Rio Preto terá a primeira escola municipal cívico-militar localizada no bairro Redentora. A previsão é que a unidade comece a funcionar até o meio do ano, com inauguração antecipada. A ação tem sido alvo de críticas e até contestação no Tribunal de Contas da União (TCU).
Pais avaliam mudança com expectativa
Responsáveis presentes no primeiro dia de aula demonstraram expectativa sobre o novo formato. Mãe de um aluno, Elis Cláudia Pereira disse acreditar que a mudança pode trazer estabilidade e segurança. “Eu espero que eles fiquem em um ambiente seguro e com qualidade de ensino, estou bem confiante”, afirmou.
Robson Meida Bonfim, que levou a filha para o primeiro dia de aula, também aprovou a iniciativa. “É muito boa para a sociedade de hoje. A juventude está sem regras e sem limites. De alguma forma isso vai trazer diretrizes boas”, disse. Ele tem 44 anos e lembra de quando estudava. “Eu peguei a fase de cantar o hino nacional na entrada da escola. Provavelmente isso deve acontecer aqui também. A gente espera regras.”