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INVESTIGAÇÃO

IML de Rio Preto identifica homens mortos em suposto confronto com a PM

Policiais de folga perseguiram suspeitos após furto de oficina mecânica

por Joseane Teixeira
Publicado em 10/08/2026 às 12:54Atualizado em 10/08/2026 às 13:34
Local onde aconteceu o confronto (Marco Antonio dos Santos 7/8/2026)
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Local onde aconteceu o confronto (Marco Antonio dos Santos 7/8/2026)
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O Instituto Médico Legal de Rio Preto identificou os dois homens mortos por policiais militares em suposta troca de tiros ocorrida na última sexta-feira, 7, após o furto de peças de caminhão de uma oficina.

Trata-se de Matheus Alexandre Dos Santos Oliveira, 25 anos, e Bruno Wenceslau De Souza, 32 anos. Ambos são de São Paulo.

Apuração realizada pela reportagem do Diário aponta que Matheus foi preso em outubro de 2024, após furtar uma empresa transportadora em Franco da Rocha. A ocorrência tem características semelhantes ao crime supostamente praticado em Rio Preto – contra empresa às margens de rodovia, em concurso de pessoas e cometido numa sexta-feira.

Segundo informações do processo, após notarem que criminosos estavam desconectando peças de um ônibus, funcionários perseguiram dois homens, que tentavam escapar a pé pela rodovia Presidente Tancredo de Almeida Neves. Um deles, Matheus, foi detido na posse de uma chave de boca duas chaves em “L” estreladas. Ele teria admitido que tentou furtar a bomba de ar de um ônibus. A peça estava avaliada em R$ 16 mil.

Em janeiro deste ano, Matheus firmou Acordo de não-persecução Penal com o Ministério Público para pagamento de um salário mínimo como condição para extinção da punibilidade.

Já Bruno Wesceslau registra uma extensa ficha por crimes patrimoniais (furto e roubo) nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás e Santa Catarina.

O caso em Rio Preto

A Polícia Civil deve requisitar imagens de câmeras de segurança da oficina mecânica às margens da BR 153, onde Bruno e Matheus teriam tentado furtar módulos de caminhão, mas foram impedidos por um vigilante. As peças estavam avaliadas em R$ 300 mil.

O funcionário se identificou e pediu que eles parassem, mas os suspeitos fugiram a pé, atravessaram a rodovia e seguiram em direção a uma área de pastagem.

Durante a perseguição, o vigia pediu ajuda a policiais militares do 9º Baep de Rio Preto que passavam pela marginal. Eles retornavam do trabalho em um veículo particular. “Os policiais foram informados de que a empresa havia acabado de ser furtada e foram checar a área de mata onde os suspeitos haviam entrado”, disse o delegado Victor Cabbaz.

Ao entrarem no mato, os PMs localizaram os suspeitos e deram ordem de parada. “Houve troca de tiros. Os suspeitos atiraram contra os policiais, que revidaram para afastar a injusta agressão”, afirmou o delegado, com base na versão dos PMs.

No local da ocorrência foram apreendidos um revólver calibre 32 e um revólver calibre 38 – este com a numeração raspada.