Identidade de mulher esquartejada é desafio para a Polícia Civil de Rio Preto
De poucas palavras, suspeito do crime tem temperamento violento, segundo ex-mulher

Sem localizar as mãos da mulher esquartejada no bairro Estoril, e sem colaboração efetiva do suspeito Marciel Dias dos Santos, a Polícia Civil de Rio Preto conta com análise de DNA e arcada dentária para tentar identificar a vítima, que teria sido morta entre a madrugada dos dias 22 e 23 de julho.
Familiares de mulheres desaparecidas já procuraram a Deic.
Outra possibilidade é a análise de câmeras de segurança que possam ter captado a mulher caminhando com o suspeito até a residência onde ele morava.
Marciel afirma que a conheceu em uma praça localizada a poucos metros da residência.
"Nós fizemos o caminho do descarte. Focamos na análise das imagens para identificação, o mais rápido possível, do suspeito, mas ainda há um grande volume de arquivos a serem analisados", disse o delegado André Amorim, da Delegacia de Homicídios da Deic.
De acordo com a autoridade, Marciel informou mais características físicas da vítima, mas alega que não conhecia ela previamente.
Os dois teriam consumido drogas e se desentendido na residência onde ele morava há menos de um mês - ele se mudou para o imóvel no dia 17 de julho, segundo a proprietária.
O suspeito alega que esquartejou a mulher após ela bater a cabeça na parede durante uma briga. No entanto, segundo a Polícia Civil, a vítima tinha sinais de perfuração no tórax.
Vai e vem
No dia 27 de julho, após a recolha de partes do corpo, descartadas em duas caçambas, a polícia foi chamada novamente ao endereço porque outros membros foram localizados no mesmo local.
Marciel foi preso na madrugada de sábado, 1º de agosto.
Nesta segunda-feira, 3, mais uma perna foi localizada com o auxílio do suspeito em um bueiro do mesmo bairro. A Deic havia comunicado à imprensa se tratar das mãos da vítima e, posteriormente, corrigiu a informação.
Em entrevista coletiva nesta terça-feira, 4, o delegado Amorim afirmou que ainda não tinha detalhes sobre a vida pregressa do suspeito no estado da Bahia, onde ele nasceu.
Marciel é classificado por vizinhos e colegas de trabalho como um homem quieto e de fala mansa. No entanto, a ex-esposa, contra quem o homem foi denunciado por violência doméstica, o descreveu como um homem de temperamento violento.