Empresa tenta recuperar 28 toneladas de carne retida pela PF de Rio Preto em flagrante de tráfico
Transportadora argumenta que motorista foi cooptado por traficantes e tenta minimizar o prejuízo de R$ 635 mil

Uma transportadora do Paraná impetrou mandado de segurança em caráter de urgência para recuperar uma carga de 28 toneladas de carne bovina, avaliada em R$ 635 mil, apreendida nesta quinta-feira, 4, após policiais do Tático Ostensivo Rodoviário localizarem quase meia tonelada de drogas escondida em meio à mercadoria.
A carne veio de Boca do Acre, no Amazonas, e seria entregue em Campo Limpo Paulista, no interior de São Paulo.
De acordo com a advogado Kauan Cambauva, nem a empresa transportadora, tampouco o frigorífico tinham ciência de que a droga havia sido guardada no baú frigorífico pelo motorista. Em depoimento na Polícia Federal, ele afirma que adulterou o lacre da porta do baú e permitiu que traficantes escondessem os tijolos de maconha e cocaína sob a promessa de receber R$ 20 mil.
“Em decorrência da apreensão, sobreveio a atuação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo que, por intermédio de médico veterinário, determinou de plano a destruição da carga bovina, sob o pretexto de irregularidades sanitárias genéricas, ou seja, de que a droga poderia ter contaminado a carne”, disse.
Cambauva explica que a empresa não pretende destinar a venda da carne para o mercado varejista, mas vendê-la para o setor de graxaria frigorífica, visando minimizar o prejuízo causado.
Nesta manhã de sexta-feira, 5, o advogado aguarda a decisão em frente a sede da Polícia Federal de Rio Preto, onde o caminhão já está posicionado para sair.
A reportagem tentou contato com o delegado responsável, mas foi informada de que o setor de Comunicação da corporação vai se manifestar em nota.