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RÉUS

Dupla que fez família refém no Mançour Daud vira ré, mas 'olheiro' ainda não foi identificado

Um casal de idosos e a filha foram amarrados e permaneceram sob a mira de revólver durante assalto, enquanto comparsa dava cobertura do lado de fora

por Joseane Teixeira
Publicado em 10/07/2026 às 17:07Atualizado em 10/07/2026 às 17:08
Um dos assaltantes preso pelo 9º Baep e o revólver (Marco Antônio dos Santos)
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Um dos assaltantes preso pelo 9º Baep e o revólver (Marco Antônio dos Santos)
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Presos em flagrante após manter uma família refém durante roubo a residência no bairro Mançour Daud, dois criminosos se tornaram réus em ação penal após a Justiça de Rio Preto aceitar denúncia do Ministério Público. No entanto, ainda permanece um mistério quem era o terceiro comparsa que dava cobertura para a dupla do lado de fora- e que pode ter indicado a residência para os ladrões, que vieram de São Paulo.

Segundo informações do processo, na manhã de 22 de maio, um aposentado libanês de 73 anos abriu a porta da garagem e foi surpreendido com um revólver no rosto por Rodolfo Ritieli Pereira, que estava acompanhado de Leandro de Jesus Bezerra.

O morador pediu calma e afirmou que a esposa e a filha estavam dormindo no piso superior. As vítimas foram acordadas e levadas para a sala, onde foram amarradas.

Exigindo dinheiro e a localização do cofre, os criminosos ameaçaram cortar os dedos do idoso e sequestrar a filha do casal.

Enquanto um vigiava as vítimas, o outro vasculhava a casa e separava itens de valor.

Em depoimento, a mulher afirmou que a família já tinha sido assaltada cinco vezes, por isso não guardava mais dinheiro em casa e não tinha mais joias de valor.

Durante toda a ação, os criminosos mantinham contato telefônico com alguém do lado de fora. Foi esse olheiro quem avisou sobre a chegada da Polícia Militar.

Quando perceberam que seriam presos, os homens destruíram os celulares. Apesar do pânico, as vítimas não foram feridas.

Rodolfo e Leandro foram denunciados por roubo com concurso de agentes, restrição da liberdade, emprego de arma de fogo e contra vítimas idosas. A Justiça já aceitou a denúncia.

Ambos permanecem presos. Eles são representados pela Defensoria Pública.

A Polícia Civil solicitou os dados telefônicos dos acusados para tentar identificar com quem eles conversavam no momento do crime.