Presos no assalto a mansão dizem que foram ajudados por comparsa de Rio Preto
Morador teria levado os dois assaltantes até a residência das vítimas, no bairro Mançour Daud, e fornecido a arma do crime

Os presos pelo Batalhão de Ações Especiais (Baep) durante o assalto a uma mansão, na manhã desta sexta-feira, 22, no bairro Mançour Daud, disseram em depoimento que o terceiro integrante do bando, que está foragido, é um morador de Rio Preto. Além de transportá-los até o endereço, o homem teria fornecido a arma do crime, um revólver de calibre .32.
Os dois homens foram presos em flagrante na manhã desta sexta-feira, 22, após um roubo a residência. Três pessoas, pai, 73 anos, mãe, 68 anos, e filha de 36 anos, foram feitas reféns, amarradas dentro de um quarto.
Durante depoimento na Central de Flagrantes, um dos presos confessou o crime e afirmou que ele e o comparsa vieram da Capital acompanhados de um terceiro envolvido, morador de Rio Preto. Esse homem teria indicado a residência, fornecido a arma e dirigido o veículo usado na ação. Ele não entrou no imóvel e fugiu com a chegada da Polícia Militar.
Os criminosos pularam o muro e ficaram escondidos até render o morador, um aposentado de 73 anos, no momento em que ele acessava a garagem. Em seguida, invadiram a casa e também dominaram a esposa, e a filha do casal, mantendo todos imobilizados enquanto reviravam o imóvel.
Equipes do Baep foram acionadas pelo Centro de Operações da Polícia Militar após alerta de roubo em andamento. Ao entrarem na residência, os policiais surpreenderam os suspeitos, que se renderam sem resistência.
Um dos detidos estava com o revólver calibre .32 com numeração suprimida e quatro munições intactas. A arma foi apreendida.
Antes da chegada da polícia, os criminosos já haviam separado objetos para levar, entre eles celulares, dinheiro, relógios e bijuterias. Todos os itens foram recuperados e devolvidos à família. Um aparelho de DVD, utilizado no sistema de monitoramento da casa, também foi recolhido.
A dupla foi encaminhada à Delegacia Seccional e, em seguida, levada para a Divisão Especializada de Investigações Criminais, onde permaneceu preso. A polícia tenta identificar e localizar o terceiro suspeito.