Diretora de creche é afastada por suspeita de omissão em caso de abuso em Guapiaçu
Segundo a Prefeitura, foi instaurado Processo Administrativo Disciplinar para apuração dos fatos e de eventual responsabilidade funcional

A Prefeitura de Guapiaçu informou nesta quarta-feira, 3, que afastou a diretora da creche Anjo da Guarda para apuração de responsabilidade funcional relacionada à ocorrência de suposto estupro de vulnerável praticado contra uma criança de 4 anos na última semana.
Conforme o Diário noticiou, uma inspetora flagrou o momento em que um prestador de serviços colocou a menina no colo e lambeu o pescoço dela, dizendo que daria um "beijo diferente".
Apesar de ter comunicado a diretora, a Polícia Militar não foi acionada - o que poderia ensejar a prisão em flagrante do suspeito. Ao contrário disso, a diretora teria pedido que o homem deixasse imediatamente o prédio.
Segundo a Prefeitura de Guapiaçu, desde que a administração tomou conhecimento dos fatos ocorridos, adotou todas as providências cabíveis, tanto no âmbito administrativo quanto junto às autoridades policiais competentes.
"No âmbito administrativo, foi instaurado Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apuração dos fatos e de eventual responsabilidade funcional. A servidora que exercia a função de diretora da unidade escolar foi afastada de suas atividades pelo prazo inicial de 15 dias, não estando mais em exercício na escola a partir de hoje", informou.
Na noite de segunda-feira, 1º, pais protestaram em frente à unidade de ensino. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra que uma funcionária, apontada como sendo a diretora, afirma que "não houve penetração, 'só' um beijo no pescoço".
O uso da palavra "só" provocou revolta das famílias, que questionaram a suposta tentativa de minimizar o crime.
Um inquérito foi instaurado pela Polícia Civil para apurar estupro de vulnerável.