Polícia de Guapiaçu investiga se prestador de serviços estuprou criança em creche
Apesar de ter sido testemunhado por inspetora, caso só foi denunciado à polícia dois dias depois

A Polícia Civil de Guapiaçu instaurou inquérito para investigar uma denúncia de estupro de vulnerável supostamente praticado por um prestador de serviços contra uma criança de 4 anos, dentro da Escola Municipal Anjo da Guarda. Testemunhas afirmam que o suspeito, de 53 anos, teria lambido o pescoço da menina. “Só fui informada dois dias depois, e foi me negado acesso ao boletim de ocorrência, registrado pela escola”, denuncia a mãe da criança.
A abordagem aconteceu na tarde da última quarta-feira, 27, e foi testemunhada pela inspetora da escola, segundo o boletim de ocorrência.
A funcionária da unidade relata que as crianças aguardavam para assistir televisão quando o homem, que estava realizando manutenções na escola, chamou a vítima para sentar em seu colo. Em seguida, ele tirou o cabelo do pescoço da vítima, disse que daria “um beijo diferente” e passou a língua no pescoço dela.
Ao presenciar o abuso, a inspetora pediu que a menina saísse do colo do prestador de serviços e levou todas as crianças de volta para a sala de aula. Comunicada da ocorrência, a diretora determinou que o homem e seu ajudante saíssem imediatamente da escola.
O boletim de ocorrência, no entanto, só foi registrado dois dias depois. Foi quando a mãe da vítima tomou conhecimento do crime.
“Depois de a diretora ter feito boletim de ocorrência, me ligaram e marcaram reunião. Eu compareci junto com a minha mãe, me relataram o que tinha acontecido, mas não quiseram me fornecer imagens de câmera, não quiseram me fornecer o nome do autor, eu tive que ir por meios próprios até a delegacia pedir uma cópia do boletim de ocorrência. A creche foi negligente em relação a isso, deveriam ter me ligado na mesma hora, chamado a polícia e autuado o cara em flagrante”, reclama a mãe.
Em nota, a Prefeitura de Guapiaçu informou que o caso está sob responsabilidade das autoridades competentes, e todas as medidas administrativas foram adotadas junto à empresa contratada, podendo outras ser tomadas conforme o avanço das investigações e a apuração dos fatos.
(colaborou Marco Antonio dos Santos)