DESPEDIDA

'A gente já desconfiava, mas mantinha esperança de encontrá-la viva'

Irmã de Amanda da Silva, identificada como a mulher esquartejada por açougueiro, fala da relação da vítima com os três filhos e do vínculo afetuoso com a família

por Joseane Teixeira
Publicado em 18/08/2026 às 15:59Atualizado em 18/08/2026 às 16:17
Corpo encontrado em lixeira é de Amanda da Silva, 30 anos (Marco Antonio dos Santos / Arquivo Pessoal)
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Corpo encontrado em lixeira é de Amanda da Silva, 30 anos (Marco Antonio dos Santos / Arquivo Pessoal)
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Amorosa com os filhos, vaidosa e temente a Deus, Amanda da Silva, 30 anos, perdeu a batalha que travou desde os 13 anos contra a dependência química após uma recaída que resultou no encontro com açougueiro Marciel Dias dos Santos, 29 anos, em uma praça do bairro Parque Estoril.

Segundo a irmã Ingrid Silva, Amanda estava desaparecida desde o dia 19 de julho, quando saiu da casa da prima, no bairro Solo Sagrado, e disse que voltaria logo.

Natural de Jandira, mas com família em Barretos, Amanda morava há aproximadamente 7 anos com a prima em Rio Preto, a qual considerava uma irmã.

“A prima levava ela nas consultas médicas, na igreja. Nunca desistiu dela. Amanda confiou à nossa prima o cuidado com os filhos, de 4, 5 e 7 anos. As crianças também foram apresentadas na igreja”, conta.

Ingrid diz que, em razão do uso de drogas, Amanda saía de casa e chegava a ficar até três dias sem retornar – mas nunca ser dar notícias.

“Ela ligava todo dia, pedia o celular emprestado pra alguém. Queria sempre saber dos filhos. Às vezes até aparecia no trabalho da prima para dizer que estava tudo bem”, afirma.

A irmã desmente que Amanda vivia em situação de rua.

“Ela tinha casa e também dormia na casa de amigos. Sempre foi muito limpa e vaidosa. As unhas estavam sempre pintadas”.

Angústia

Dias após o desaparecimento, a família soube do encontro de um corpo feminino esquartejado. “No nosso coração, a gente já sentia, mas não queria admitir. É difícil aceitar. A gente mantinha esperança”, afirma Ingrid.

Foi ela que, com o sobrinho primogênito, cedeu material biológico para confronto de DNA. A coleta foi realizada no dia 7 de agosto.

Na ocasião, a Polícia Civil procurou a família, já com a suspeita de que a vítima pudesse ser Amanda. A confirmação veio nesta terça-feira, 18.

"Eu só queria saber por que ele (Marciel) fez uma maldade dessa com a minha irmã. Ela não merecia", lamenta.

Grande parte da família mora em Barretos, onde deve ser realizado o velório.

Amanda deixa a mãe, quatro irmãos e três filhos.