Suposta gestação de Comissão Processante na Câmara faz sinal de emergência disparar no governo do Coronel
Tão logo foi informado sobre movimentação nos bastidores, prefeito de Rio Preto convocou base aliada para uma reunião na manhã desta quinta-feira, 7, na qual se debruçou a explicar a crise da Saúde

A suposta gestação nos bastidores de uma denúncia na Câmara, com pedido para formação de uma numa Comissão Processante contra o prefeito de Rio Preto, Coronel Fábio Candido (PL), disparou o sinal de emergência no oitavo andar da Prefeitura na manhã desta quinta-feira, 7.
Tão logo foi informado sobre a movimentação por dois dos vereadores aliados, o Coronel determinou que todos os demais integrantes da base fossem chamados para uma conversa em seu gabinete. Isso por volta das 10h.
Segundo a Coluna apurou, pelo menos 11 parlamentares deixaram o que estavam fazendo e atenderam o chamado: Júnior (União Brasil), Rossini Diniz (MDB), Márcia Caldas (PL), Felipe Alcalá (PL), Bruno Marinho (PRD), Peixão (MDB), Bruno Moura (PL), Luciano Julião (PL), Anderson Branco (PP), Professor Tadeu (União Brasil) e Alex Carvalho (PSB). Klebinho Kizumba disse que estava fora da cidade, assim como Paulo Pauléra, que alegou compromisso inadiável em Mirassol.
Além do grupo de parlamentares e do prefeito, participaram ainda da conversa o vice-prefeito, Fábio Marcondes (PL), e o secretário de Gabinete e homem forte da gestão coronelista, Rodrigo Carmona.
Durante a conversa, segundo apurações da Coluna, o prefeito fez uma espécie de mea-culpa, reconhecendo “alguns erros”, e conclamou o grupo a se manter unido, dizendo que o governo precisa mais do que nunca dos aliados. Sem fazer referência direta ao tema Comissão Processante, ele se debruçou a explicar detalhadamente todas as providências tomadas em relação ao polêmico convênio de Casa Branca, inclusive a restituição do valor.
Sinais de fumaça sobre eventual tentativa de uma Comissão Processante contra o Coronel circulam há pelo menos três dias entre diferentes grupos políticos da cidade, sem que fique claro quem estaria costurando todas estas pontas, que vão além da bolha da oposição.
Entre defensores da iniciativa ouvidos pelo Diário, o contrato sem licitação com a Santa Casa de Casa Branca para mutirão de exames de imagem, no valor de R$ 11,9 milhões, arremata uma série de outras supostas irregularidades que justificam a CP contra o prefeito, dentre as quais a exploração da Cidade da Criança como estacionamento; pagamento de show com celebridades nacionais sem passar pelo Conselho Municipal de Políticas Culturais (CMPC), que é, por lei, deliberativo; assédio de conselheira tutelar, oferecendo dinheiro para que ela desistisse de uma ação na Justiça contra o governo; suposta aquisição de imóvel sem declarar o real valor; além de erro na Planta Genérica de Valores que só foi revista após intensa pressão da Câmara e da Sociedade, por exemplo.
Segundo uma fonte da Coluna, a série de crises protagonizadas pelo Coronel está refletindo no humor da população, o que facilitaria mobilizar a sociedade numa eventual pressão para que os vereadores assinem a CP.
Isso porque, por regra, uma denúncia desta natureza, que pode ser apresentada por qualquer cidadão, é submetida ao Plenário da Câmara, sendo necessários 12 votos para que seja aprovada. Uma vez aprovada, a Comissão é constituída de imediato, geralmente com pedido de afastamento do investigado. Ao fim da apuração, um relatório, com as conclusões, inclusive pedido de cassação, é submetido ao Plenário.
O prefeito foi questionado pela Coluna, por meio de sua assessoria, sobre a pauta da reunião de emergência e o que pensa da suposta movimentação para uma denúncia visando a formação de Comissão Processante na Câmara, mas ainda não respondeu. O espaço segue aberto para complementação assim que ele se manifestar.