Sem assinaturas suficientes, pedido para CPI do Estacionamento será arquivado na Câmara de Rio Preto
Eram necessárias ao menos oito assinaturas para emplacar a CPI protocolada pelo vereador Renato Pupo (Avante). Além dele, apenas três vereadores assinaram; ex-secretário de Esportes nega irregularidades no uso da Cidade da Criança como estacionamento durante o show do Guns n' Roses

Terminou nesta quinta-feira, 16, o prazo para que o requerimento de instalação de CPI para investigar a exploração da Cidade da Criança como estacionamento recebesse a quantidade mínima de assinaturas que garantisse a abertura da comissão. A autorização de uso da área foi assinada pelo então secretário de Esportes, Klebinho Kizumba (PL). Ele foi exonerado na última sexta, 10, e voltou a ser vereador.
Eram necessárias ao menos oito assinaturas para emplacar a CPI, protocolada pelo vereador Renato Pupo (Avante). Além dele, apenas os vereadores Alexandre Montenegro (PL), João Paulo Rillo (PT) e Pedro Roberto (Republicanos) assinaram o requerimento. O documento foi protocolado na terça-feira, 14, e o prazo para subscrições terminou nesta quinta às 11h10. Sem adesão mínima, o requerimento será arquivado.
Estacionamento
A área na Cidade da Criança foi usada como estacionamento na noite do show da banda Guns N' Roses, no último dia 7, no Recinto de Exposições. A autorização estabelece que o valor arrecadado iria para uma entidade que tem sede em Guaraci. A reportagem teve acesso a dois comprovantes de pagamento por Pix que foram para a conta em nome do ex-secretário de Finanças e Orçamento da Câmara, José Luís Pereira. Ele foi exonerado do cargo.
O promotor Carlos Romani abriu investigação sobre o caso e pediu informações à Prefeitura e à Câmara.
Licença
Kizumba não participou da sessão na terça, 14. Ele apresentou atestado e, de acordo com nota oficial divulgada por ele, passou por "procedimento cirúrgico para retirada da vesícula." Segundo a nota, ele permanecerá afastado de suas atividades pelo período estimado de 10 a 15 dias.
A nota afirma que o ex-secretário "não praticou qualquer irregularidade quanto à cessão do espaço público, tendo agido dentro dos limites da legalidade, transparência e melhor interesse público."
A publicação afirma ainda que "sua conduta sempre foi ilibada e, caso seja apurada alguma ilegalidade, não pode ser responsabilizado por atos de terceiros realizados fora do âmbito da Secretaria de Esporte."