SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUARTA-FEIRA, 27 DE OUTUBRO DE 2021
VILA ITÁLIA

CDHU faz cadastro e abre caminho para demolir favela em Rio Preto

A intervenção faz parte da primeira etapa do projeto-piloto Favela 3D

Francela Pinheiro
Publicado em 22/09/2021 às 00:17Atualizado em 22/09/2021 às 08:31
Equipes da CDHU iniciam cadastramento de famílias da favela (Guilherme Baffi 21/9/2021)

Equipes da CDHU iniciam cadastramento de famílias da favela (Guilherme Baffi 21/9/2021)

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) começou nesta terça-feira, 21, o cadastro das 240 famílias que vivem na favela da Vila Itália, em Rio Preto, rebatizada de Favela Marte, para dar início a demolição dos barracos e construção de casas. A intervenção faz parte da primeira etapa do projeto-piloto Favela 3D, idealizado pelo Instituto Gerando Falcões, para reurbanizar a comunidade e transformar a vida socioeconômica dos cerca de 630 moradores.

O cadastro por um equipe técnico-social da CDHU possibilitará que as famílias recebam um auxílio-moradia para pagar aluguel fora da favela durante as obras de reconstrução das casas e implementação de infraestrutura por parte da Prefeitura. O custo previsto para construção das redes de energia elétrica, saneamento básico e pavimentação é de R$ 7 milhões.

A previsão é de que a demolição dos barracos ocorra até o início de 2022. Segundo o diretor de atendimento habitacional da companhia, Marcelo Hercolin, a previsão depende da conclusão do projeto urbanístico de reurbanização da favela, o qual está sendo desenvolvido por uma empresa de projetos de São Paulo, em parceria com o Grupo CCR.

“Primeiro, vamos assinar o convênio entre o Estado e o Instituto ainda neste mês. Depois, vamos esperar o projeto ficar pronto. Com o projeto, a companhia entra com o aluguel social e o início da demolição”, afirmou. De acordo com Hercolin, o valor do aluguel social ainda não está definido. O repasse será feito por meio do Gerando Falcões. “É um valor que vamos pagar enquanto as famílias não receberem as casas prontas”, explicou.

A ajuda financeira, segundo Hercolin, será paga para as 240 famílias registradas em janeiro deste ano em estudo do Instituto Tellus. “Pessoas que querem ir para lá (favela) agora não vai conseguir”, disse.

Pelo estudo, a construção de uma casa para reurbanização da favela está cotada em torno de R$ 80 mil. Com isso, o custo total chegaria aos R$ 19,2 milhões. As moradias contam com o apoio da iniciativa privada e terá um custo para as famílias por meio de financiamentos.

O projeto-piloto Favela 3D, segundo o Gerando Falcões, custará R$ 42 milhões – R$ 15 milhões foram mobilizados pelo Instituto. Na última sexta-feira, 17, o Lide do Noroeste Paulista repassou R$ 5 milhões ao Gerando Falcões de doações arrecadas com empresários de Rio Preto e da região. A previsão do projeto-piloto é reurbanizar a favela até meados de 2024.

 
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