CONVÊNIO ANULADO DA SAÚDE

Representante da Santa Casa de Casa Branca não comparece para ser ouvida em CPI

Fabiana Moreira Mendes Chagas, que teria atuado em tratativas para convênio da Saúde que foi anulado, pediu que seja marcada nova data e acesso à íntegra dos documentos da comissão da Câmara de Rio Preto

por Vinícius Marques
Publicado em 13/08/2026 às 17:15Atualizado em 13/08/2026 às 17:29
Renato Pupo, presidente da CPI, e Abner Tofanelli, relator da comissão (Reprodução/TV Câmara)
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Renato Pupo, presidente da CPI, e Abner Tofanelli, relator da comissão (Reprodução/TV Câmara)
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Convocada para prestar depoimento nesta quinta-feira, 13, na CPI que investiga convênio firmado entre a Prefeitura de Rio Preto, por meio da Secretaria de Saúde, Fabiana Moreira Mendes Chagas não compareceu à reunião na Câmara.

A convocação foi encaminhada pelo presidente da CPI, Renato Pupo (Avante). Esta é a segunda vez que Fabiana Chagas é convocada e não presta o depoimento.

O convênio para mutirão de exames foi assinado em abril e anulado pela própria Prefeitura no início de maio. A comissão apura supostas irregularidades na contratação. Além da CPI, uma ação na Justiça pede restituição de R$ 3,8 milhões e condenação tanto de Fabiana Chagas como do ex-secretário de Saúde, Rubem Bottas, da assessora licenciada da pasta Cícera Nayara Miranda Paiva e ainda do provedor da Santa Casa, William Vieira Lemes. De acordo com a ação, a representante da Santa Casa de Casa Branca teria feito tratativas sobre o convênio.

O convênio previa R$ 11,9 milhões para mutirão de exames de imagem. A Prefeitura repassou ao hospital R$ 3,8 milhões. Segundo a ação da Prefeitura, a contratação seria irregular por não atender às condicionantes da Procuradoria-Geral do Município. Um dos apontamentos foi a quarteirização irregular de serviços.

Justificativa

Fabiana Chagas encaminhou ofício à Câmara sobre a ausência dela no depoimento. O presidente da CPI leu o ofício na íntegra. No documento, ela afirma que não foi “disponibilizado acesso aos documentos, procedimentos e fatos objetos da investigação”.

“Tampouco houve delimitação específica das condutas que justificam a sua convocação, o que inviabiliza o exercício do contraditório, da ampla defesa e a adequada preparação dos esclarecimentos. Além disso, o prazo concedido entre a expedição do ofício e a data da oitiva é manifestamente exíguo, incompatível com a complexidade da matéria investigada e insuficiente para análise da documentação pertinente e preparação técnica”. Em outro trecho, questiona se a convocação foi assinada apenas pelo presidente da CPI e não por todo o colegiado.

Pupo afirmou ao final da reunião que a comissão aprovou o requerimento de convocação anteriormente e a notificação foi assinada por ele. Também disse que a comissão irá fornecer o material que agora foi requisitado. "Essa convocação não foi um ato unilateral. O ofício, sim, foi assinado por mim. Na condição de presidente da comissão, eu tenho essa prerrogativa. A comissão se reúne e toma as decisões", disse.

"Lamentar o fato de que, em mais um depoimento, os representantes da Santa Casa de Casa Branca não vêm”, afirmou Abner Tofanelli (PSB), que é relator da CPI. A comissão é formada, ainda, por Bruno Moura (PL), membro, e João Paulo Rillo (PT), suplente.

Outra

Na segunda-feira, 17, está marcado o depoimento do provedor da Santa Casa de Casa Branca, William Vieira Lemes.