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Coluna do Diário

Nova presidente do CMPC diz que quer diálogo, mas, se precisar, vai para o embate

Conselho da Cultura, que passou por nova eleição após renúncias, terá quatro mulheres na diretoria, capitaneadas por Elis Bohrer

por Maria Elena Covre
Publicado há 10 horasAtualizado há 9 horas
Elis Bohrer, nova presidente do CMPC (Reprodução/Redes Sociais)
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Elis Bohrer, nova presidente do CMPC (Reprodução/Redes Sociais)
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Eleita presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais (CMPC) de Rio Preto na última quinta-feira, 23, Elis Bohrer acena para um “diálogo institucional” com o governo do Coronel Fábio Candido (PL), com o qual o colegiado anda em pé-de-guerra.

Ela avisa, no entanto, que se o conselho continuar sendo “atropelado”, vai ser difícil depor as armas. “Se for preciso, vamos para o embate. Espero que não precise”. E emenda: “Queremos que o conselho seja ouvido e respeitado".

Elis foi eleita presidente do CMPC 12 dias depois de renunciar ao cargo de segunda secretária do colegiado. Ela apresentou a carta de renúncia exatamente uma semana depois de a então presidente, a violinista Camila Schneck, deixar a presidência.

As duas renúncias deixaram o Conselho paralisado e caótico, uma vez que o então vice-presidente, Érick Soares, assumiu interinamente o comando da Secretaria de Cultura do município e, como tal, não poderia presidir o CMPC.

A renúncia de Elis, ex-vice-presidente municipal do Solidariedade, foi estratégica, forçando a realização de nova eleição para os dois cargos vagos. Ao deixar a segunda secretaria, ela se viabilizou para a disputa à presidência.

A nova eleição resultou num fato curioso, com toda a diretoria formada por mulheres. Além de Elis, que representa o segmento Promoção Cultural, Sociedade Criativa e Eventos, o grupo é composto ainda por Cibele Moretti na vice-presidência (representando a Secretaria da Cultura, em substituição a Érick Soares), Flávia Brasil Bueno na primeira-secretaria (representante suplente da pasta de Cultura), e Solange Santos na segunda-secretaria (correpresentante do segmento Territórios).

Com 42 integrantes (21 titulares e 21 suplentes), o Conselho Municipal de Políticas Culturais de Rio Preto é tripartite e paritário, formado por representantes do governo (14 indicações), de artistas e gestores culturais (14) e da sociedade civil (14). O colegiado é também deliberativo, prerrogativa que o governo atual tentou derrubar no seu primeiro projeto enviado ao Legislativo logo que assumiu. A proposta foi retirada posteriormente, uma vez que contrariava regras para recebimento de recursos federais na forma de fomento para o setor.

A relação entre o CMPC e o governo coronelista, até aqui, vem sendo tensa. Tanto Elis como Camila saíram atirando: ambas relataram dificuldades em se relacionar com os representantes da atual gestão, nomeando Érick Soares como o principal obstáculo.

Dentre as críticas ao colegiado estão os gastos milionários com atrações artísticas nacionais em detrimento de artistas locais sem discussão prévia com o Conselho. A contratação de celebridades sertanejas e afins para o Carnaval, ao custo de R$ 6 milhões, por exemplo, virou alvo de representação no Ministério Público.

NOTAS 

DESCONEXÃO

Segundo membros do CMPC, o governo usa os recursos para eventos com artistas nacionais como investimento na Cultura. Mas este tipo de ação não tem, segundo eles, nada a ver com o que se produz no município. “Somos uma cidade que exporta arte e cultura. Precisamos fortalecer isso. Esse gasto não é investimento, não fica aqui”, declarou Elis Bohrer.

PLANO...

Em seu plano de ação, Elis Bohrer, que trata a cultura como direito e motor de desenvolvimento, reforça o papel do conselho como espaço de decisão e fiscalização. “A ideia é dar mais musculatura institucional ao órgão e aproximar sociedade civil, artistas e poder público nas decisões."

...DE AÇÃO

No diagnóstico, ela aponta velhos gargalos da cultura em Rio Preto: pouco dinheiro, políticas que não se sustentam entre gestões e falhas na execução do Plano Municipal de Cultura. Também cita baixa integração entre conselho e governo e pouca transparência no uso de recursos. Entre as prioridades, Elis destaca fortalecer o conselho e ampliar o orçamento da Cultura gradativamente até 1% do orçamento.

‘FUI’

O médico emergencista e capitão da Polícia Militar Rodrigo Tadeu Silvestre deixou, a pedido, a coordenação do Samu de Rio Preto. Ele assumiu o posto em janeiro de 2025, com a missão dada pelo governo do Coronel Fábio Candido (PL) de reestruturar o serviço. Questionado pela Coluna sobre a decisão de sair, apontou motivos de ordem pessoal: “Trabalho muito e minha família pediu. Fiz uma opção”. O médico Isaac Machado é o escolhido para substituir Silvestre na função. Ainda não se sabe se como titular ou interino.

MOTTA 1

O prefeito de Rio Preto, Coronel Fábio Candido (PL), confirmou presença em uma espécie de plenária com lideranças políticas locais e regionais que o deputado federal Luiz Carlos Motta (PL) promove na cidade neste sábado, 25, já de olho na reeleição. A ideia, segundo a assessoria do parlamentar, é “começar a desenhar os movimentos para 2026”.

MOTTA 2

O evento vai servir para medir também quais os vereadores de Rio Preto que já estão fechados com a candidatura de Motta. E não falta motivação para os interessados enterrarem o sabadão numa reunião política. Depois do “trabalho pesado” tem diversão garantida. O deputado vai receber o pessoal que se mobilizou para contribuir com sua pré-campanha com um almoço reservado, cujo mote oficial é a comemoração “atrasada” pelo seu aniversário, que foi ontem (sexta-feira, 24).

#GRATIDÃO 1

Em sua primeira sessão após voltar à Câmara de Rio Preto, Klebinho Kizumba (PL) fez um discurso de quem não queria arrumar confusão com os colegas. O secretário agradeceu o prefeito (que o exonerou da Secretaria de Esportes após o escândalo do estacionamento na Cidade da Criança), a “família” que o auxiliou quando comandou a pasta, os colegas de vereança e até o Ministério Público. O promotor Carlos Romani abriu inquérito para investigar a autorização dada por Kizumba para exploração da área pública, alvo de suspeitas de irregularidades.

#GRATIDÃO 2

Kizumba também agradeceu o atendimento que teve no hospital no qual passou por cirurgia na vesícula após deixar a Secretaria. No discurso de três minutos, afirmou que está “muito feliz”. “Estamos iniciando hoje um trabalho maravilhoso”, afirmou. Detalhe: logo que pisou na Câmara, ao retornar, a primeira pessoa que ele procurou para pedir conselhos sobre como se posicionar foi o veteraníssimo Paulo Pauléra (PP), que recomendou o tom conciliatório.

MULHERES 1

A médica de Rio Preto Regina Chueire, diretora do Instituto Lucy Montoro, que integra o Complexo Funfarme, é uma das 19 homenageadas em cerimônia que será realizada na próxima terça-feira, dia 28, na Alesp. O evento “Mulheres que Movem a História” é uma iniciativa da deputada estadual Beth Sahão (PT), por meio da Frente Parlamentar pela Defesa da Vida e Proteção de Mulheres e Meninas. Regina, que também é professora adjunta da Famerp, estará ao lado de nomes como o da empresária Luiza Helena Trajano, da geneticista Mayana Zatz e da professora e gestora pública Ana Estela Haddad.

E aí, companheiro?

E aí, companheiro? (Reprodução/Redes Sociais)
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E aí, companheiro? (Reprodução/Redes Sociais)

O deputado estadual Itamar Borges arrumou mais um motivo para circular pelos corredores do Palácio dos Bandeirantes. Nesta quinta-feira, 23, ele postou fotos nas redes sociais com o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, agora seu colega de partido. “Fui dar um abraço pessoalmente pela sua chegada ao MDB, uma grande honra tê-lo conosco, fortalecendo ainda mais o nosso time”, escreveu. E, claro, aproveitou o novo “companheiro” para pleitear liberação de recursos, atendimentos, convênios e programas para os municípios “até o prazo limite da campanha eleitoral”. “Também conversamos sobre os desafios das eleições de 2026”, completou.