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ELEIÇÕES 2022

Bolsonaro confirma filiação ao PL e faz mais críticas ao Enem

A data de filiação havia sido confirmada em nota oficial divulgada pela sigla presidida por Valdemar Costa Neto

Agência Estado
Publicado em 24/11/2021 às 23:52Atualizado em 25/11/2021 às 08:25
Presidente Jair Bolsonaro (Divulgação/Agência Brasil)

Presidente Jair Bolsonaro (Divulgação/Agência Brasil)

O presidente da República, Jair Bolsonaro, confirmou nesta quarta-feira, 24, sua filiação ao Partido Liberal (PL) no próximo dia 30, uma terça-feira, conforme anunciado na terça-feira, 23, pela legenda. "Está tudo certo", afirmou o chefe do Executivo. A data de filiação havia sido confirmada em nota oficial divulgada pela sigla presidida por Valdemar Costa Neto. O PL integra a base do governador João Doria e se comprometeu a apoiar o vice, Rodrigo Garcia na disputa pela sua sucessão, em 2022. A cúpula do partido promete abandonar a aliança para abrigar Bolsonaro. O plano do presidente é lançar o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, ao governo paulista.

Críticas ao Enem

Bolsonaro reiterou críticas nesta quarta-feira, 24, ao Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e voltou a dizer que a prova está mudando aos poucos. O chefe do Executivo ainda relativizou a ditadura militar brasileira. "O que eu quero com isso? Não é discutir o período militar. É começar a história do zero", afirmou.

"Olha as provas do Enem como eram há pouco tempo, estamos mudando isso", declarou na cerimônia. "Se eu pudesse interferir no Enem, pode ter certeza, a prova estaria marcada por questões objetivas, não ideológicas, como ainda vimos nessa prova", acrescentou.

Bolsonaro disse que gostaria de perguntar, no Enem, quem foi o primeiro general que comandou o Brasil em 1964 - ou seja, após o golpe militar. "Não vou discutir se foi ou se não foi ditadura militar. Mas eu queria colocar uma questão, se pudesse: quem foi o primeiro general que assumiu em 1964? Foi o Castello Branco. Em que data? Eu queria perguntar. Duvido que a imprensa acertaria". O presidente também disse que Castello Branco foi escolhido presidente da República "à luz da Constituição", sem considerar que houve uma tomada de poder ilegítima em 1964.

 
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