SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | DOMINGO, 14 DE AGOSTO DE 2022
AMPLA REPERCUSSÃO

Após manifesto, Bolsonaro buscou abrir canal com Faria Lima

Aliados do presidente buscaram dirigentes da Febraban e disseram ter aconselhado Bolsonaro a não ampliar o tensionamento com empresários na proximidade das eleições

Agência Estado
Publicado em 06/08/2022 às 00:15Atualizado em 06/08/2022 às 10:13
Presidente Jair Bolsonaro (Alan Santos/Planalto)

Presidente Jair Bolsonaro (Alan Santos/Planalto)

Interlocutores políticos e econômicos da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) passaram a acionar importantes nomes do PIB brasileiro depois da ampla repercussão do manifesto pela democracia, organizado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Um dos contatos realizados foi com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que resultou no agendamento de um almoço entre o presidente e banqueiros, na próxima segunda-feira, 8. A data foi sugerida pela própria campanha de Bolsonaro.

Aliados do presidente buscaram dirigentes da Febraban e disseram ter aconselhado Bolsonaro a não ampliar o tensionamento com empresários na proximidade das eleições. Por isso, houve pedido da campanha para que o presidente fosse recebido para uma conversa, o que acelerou o início de uma rodada de encontros da Febraban com presidenciáveis.

No ano passado, quando a entidade decidiu apoiar um manifesto na véspera dos atos de 7 de Setembro, a postura do governo Bolsonaro foi reativa. Na época, o então presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, incendiou a relação ao propor a saída da instituição e do Banco do Brasil da tradicional entidade, o que acabou não acontecendo. Os dois bancos públicos estão na lista dos cinco maiores associados da Febraban.

O cenário político também é outro. A menos de dois meses da eleição, Bolsonaro está atrás nas pesquisas de intenção de voto e se viu diante de uma reação mais robusta do empresariado a seus ataques contra as urnas, com uma nova posição dentro da Fiesp, por exemplo. No ano passado, o então presidente da Fiesp, Paulo Skaf, segurou a publicação do texto.

Bolsonaro chegou a ensaiar uma ida à Fiesp também na próxima semana, mas cancelou a participação após notícias de que ele seria convidado a assinar o manifesto a favor da democracia durante sua visita à entidade.

 
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