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ELEIÇÕES 2026

Na Santa Casa de Fernandópolis, Haddad defende troca de dívida bancária por crédito subsidiado

Nesta sexta-feira, 17, pré-candidato ao governo de São Paulo faz agenda em Rio Preto ao lado de Márcio França, Simone Tebet e Marina Silva

por Maria Elena Covre
Publicado em 16/07/2026 às 18:34Atualizado em 16/07/2026 às 18:36
Haddad com França e Simone Tebet em Fernandópolis (Colaboração para o Diário)
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Haddad com França e Simone Tebet em Fernandópolis (Colaboração para o Diário)
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O cardápio oferecido pelo diretor da Santa Casa de Fernandópolis, Marcus Chaer, ao receber nesta quinta-feira, 16, o pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) - acompanhado de seu vice na chapa, Márcio França (PSB), e da postulante ao Senado Simone Tebet (PSB) -, foi pragmático.

A comitiva de ex-ministros do governo Lula (PT) foi confrontada com a dura realidade do financiamento filantrópico de saúde, mas também com um raro case de eficiência que ganhou elogios de Haddad.

Na mesma quinta, o grupo passou ainda por Votuporanga e Jales. Nesta sexta, a caravana de Haddad, que deverá receber reforços, como a também candidata ao Senado Marina Silva (Rede), passa por Catanduva na parte da manhã e Rio Preto no período da tarde, onde está prevista visita ao Hospital de Base e plenária no Centro Cultural Vasco.

Em Fernandópolis, o diretor da Santa Casa, além de cobrar mais atenção, aproveitou também para vender seu peixe. Desde 2019 sob seu comando, ele afirmou que a Santa Casa de Fernandópolis operou um verdadeiro milagre ao reduzir uma dívida de R$ 93 milhões para R$ 17 milhões. A virada expressiva permitiu que o modelo fosse exportado para as unidades de Pereira Barreto e Itápolis.

Provocado pelos números, Haddad, por sua vez, vestiu o figurino de gestor e calibrou o discurso econômico. O pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes validou a tese da "troca de dívida cara por dívida barata" e sinalizou com uma engenharia financeira via Desenvolve SP.

A proposta desenhada mira o calcanhar de Aquiles das Santas Casas paulistas: criar uma linha de crédito com juros subsidiados pela Agência de Desenvolvimento para liquidar os empréstimos contraídos junto ao sistema financeiro privado, estancando a sangria dos caixas hospitalares.

Haddad também resgatou a estratégia de centralização de compras que implementou nos hospitais universitários federais, medida que, segundo ele, gerou uma economia de 60%, e defendeu sua transposição para a escala estadual das mais de 400 santas casas paulistas. A ideia é usar o poder de barganha do Estado para unificar a demanda dos insumos das Santas Casas e reduzir os preços de mercado.

AGENDA EM RIO PRETO

A agenda da caravana de Haddad em Rio Preto conta com visita ao Hospital de Base às 15h. No mesmo local, ele dará uma entrevista à imprensa. Às 19h, está prevista uma mobilização com a militância e simpatizantes no Centro Cultural Vasco.

EM CATANDUVA

A deputada estadual Beth Sahão (PT) é a anfitriã de Haddad e companhia na manhã desta sexta-feira, 17, onde haverá uma plenária em um espaço de eventos marcada para as 10h.