Justiça bloqueia R$ 39,6 mil da Santa Casa de Casa Branca e R$ 14 mil de Bottas
Bloqueio de contas foi determinado pela Justiça de Rio Preto para garantir a devolução de R$ 3,8 milhões; assessora da Saúde, provedor e representante do hospital também tiveram contas bloqueadas

A Santa Casa de Casa Branca teve R$ 39,6 mil bloqueados em contas bancárias. O bloqueio foi determinado pela Justiça em ação civil de improbidade administrativa movida pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município (PGM), que questionou a legalidade do convênio assinado em abril pelo ex-secretário de Saúde de Rio Preto Rubem Bottas em abril.
O convênio foi anulado pela Prefeitura no dia 4 de maio. O convênio previa R$ 11,9 milhões para mutirão de exames de imagens. Desse total, R$ 4,7 milhões foram repassados de maneira antecipada, sendo que o hospital restituiu R$ 950 mil. A Prefeitura cobra a diferença, de R$ 3,8 milhões.
O caso também é investigado em CPI na Câmara, que nesta sexta ouviu o secretário de Administração, Frederico Duarte, que ficou a cargo de sindicância sobre a contratação, e o procurador-geral do município, Luís Roberto Thiesi, que ingressou com a ação, que também é assinada por outros quatro procuradores.
O hospital já pediu desbloqueio de contas na Justiça. Segundo o hospital, foram bloqueadas contas diversas da utilizada no convênio, sobre a qual foi determinado o bloqueio.
O bloqueio de contas do ex-secretário foi de R$ 14,1 mil. Alvo da ação, a assessora licenciada Cícera Nayara Miranda Paiva também teve bloqueio de bens determinado pela Justiça. Em contas bancárias dela foram bloqueados R$ 135.
Já em conta do provedor da Santa Casa de Casa Branca, William Vieira Lemes, não foram identificados valores.
Apontada na ação com uma representante do hospital na condução do convênio, Fabiana Moreira Mendes Chagas teve R$ 22,3 mil bloqueados.
Na Justiça, o hospital já defendeu a legalidade do convênio.
A reportagem tenta contato com a defesa dos envolvidos.