Grupo protesta contra retirada de árvores da Murchid Homsi
Manifestação da Associação dos Amigos dos Mananciais visa pressionar a Cetesb a não autorizar o corte de 943 árvores previsto no projeto de revitalização da avenida

A Associação dos Amigos dos Mananciais (AAMA) fez na manhã desta terça-feira, 18, o que batizou de “ato ecológico” em frente à unidade da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) em Rio Preto, no Jardim São Marcos.
A manifestação tem por objetivo pressionar o órgão a não autorizar o corte de 943 árvores previsto no projeto de revitalização da avenida Murchid Homsi, elaborado pela Prefeitura de Rio Preto.
O município protocolou na semana passada o pedido junto à Cetesb para a supressão das árvores, de um total de 1.323 existentes no trecho que será alvo de obras de drenagem e construção de um parque linear, entre outras intervenções. No final de semana, o prefeito de Rio Preto, Coronel Fábio Candido (PL), ocupou as redes sociais pessoalmente para defender as obras, reforçando que haverá uma compensação pelas árvores derrubadas.
Paulo César de Jesus, diretor administrativo da AAMA, rebate o discurso da compensação ambiental. Ele lembra que, desde 1994, o município vem acumulando um passivo ambiental, que cresceu ainda mais com as obras de duplicação da BR-153 e a terceira faixa da Washington Luís.
Além da pressão pela não autorização dos cortes, a entidade também solicitou, por meio de documento à Cetesb, acesso ao projeto protocolado pelo Executivo. Além dos integrantes da AAMA, participam ainda da mobilização ativistas do movimento Rio Preto Mais Verde e moradores do entorno da avenida.