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ELEIÇÕES

Em Rio Preto, Romeu Zema defende endurecimento contra o crime e critica Lula e o STF

“Temos situações no País que não são aceitáveis," disse o ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência pelo partido Novo

por Marco Antonio dos Santos
Publicado em 28/07/2026 às 12:16Atualizado em 28/07/2026 às 12:21
Romeu Zema no aeroporto de Rio Preto (Marco Antonio dos Santos)
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Romeu Zema no aeroporto de Rio Preto (Marco Antonio dos Santos)
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O candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), afirmou que pretende adotar medidas mais rígidas no combate à criminalidade no País. Em entrevista no aeroporto de Rio Preto, ele também comentou o cenário eleitoral e propostas econômicas. Zema também fez críticas ao Supremo Tribunal Federal e ao presidente Lula.

“Temos situações no País que não são aceitáveis. Há ministros (do STF) que, na minha visão, utilizam o cargo de forma inadequada. Isso não seria tolerado em outros países”, afirmou o ex-governador de Minas Gerais, que cumpre agenda em Rio Preto.

Sobre o governo federal, o candidato criticou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O brasileiro hoje está mais apertado, tendo que fazer mais sacrifícios. O empreendedorismo diminuiu e a criminalidade aumentou”, disse. Ele também acusou o governo de ter uma postura branda com o crime. “Há uma inversão de valores. Parece que quem produz é penalizado, enquanto o criminoso encontra facilidades”, afirmou.

Cenário eleitoral

Sobre a disputa eleitoral, Zema relembrou o desempenho em eleições anteriores. “Em 2018, fiquei em quarto lugar e, nos últimos dias, cheguei a disputar o terceiro. Quando tive oportunidade de participar dos debates, o eleitor mineiro conheceu uma candidatura diferente e votou”, disse. Segundo ele, a estratégia atual é percorrer o país apresentando propostas. “Tenho mostrado que sou um empreendedor, alguém que ralou a vida toda, não um recebedor de impostos.”

O candidato destacou ainda sua gestão em Minas Gerais. “O estado passou a atrair pessoas. São sete anos e meio sem corrupção e sem escândalos, com um governo aprovado pela população”, afirmou.

Sobre a aposentadoria, Zema defendeu a adequação da idade mínima à expectativa de vida. “O que eu quero é que os dados do IBGE sinalizem isso. À medida que as pessoas vivem mais, vão precisar trabalhar e contribuir mais”, explicou, acrescentando que o modelo pode ser automatizado.

Segurança

Ao comentar a segurança pública, citou o alto número de homicídios no país. “É como se um avião com 150 passageiros caísse todos os dias no Brasil. Estamos falando de 40 a 50 mil homicídios por ano”, afirmou. Para ele, é necessário aumentar a punição. “Vou aumentar o custo do crime. Quando você aumenta o custo do crime, ele cai.”

Zema mencionou como exemplo políticas adotadas em outros países. “Fui a El Salvador e vi uma queda de 99% nos homicídios. Lá, facções passaram a ser tratadas como organizações terroristas, com penas mais duras”, disse. Ele também defendeu a construção de presídios. “Precisamos garantir que crimes como roubos e feminicídios não ocorram.”

O candidato criticou o que chamou de inversão de valores no país. “Quem quer produzir enfrenta dificuldades, enquanto o criminoso encontra facilidades. O custo do crime no Brasil é muito baixo”, afirmou.

Questionado sobre diferenças em relação a outros nomes da direita, Zema destacou sua trajetória. “Sou empreendedor, já criei 5 mil empregos na iniciativa privada e, como governador, foram 1 milhão de empregos gerados.”

Sobre relações internacionais, comentou críticas feitas pelo presidente da Argentina ao Brasil. “Eu usaria canais oficiais, como notas via embaixada. Talvez ele não tenha utilizado o melhor meio, mas tem pontos que precisam ser debatidos”, disse.

Ao final, o candidato avaliou o cenário econômico. “O brasileiro hoje está mais apertado, tendo que fazer mais sacrifícios. O empreendedorismo diminuiu e a criminalidade aumentou”, concluiu.