ATO DE CAMPANHA

Em discurso em Rio Preto, Carlos Bolsonaro diz que 'querem enterrar o nome Bolsonaro vivo'

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro pede apoio à campanha de Flávio Bolsonaro para presidente e diz que “desceu em ninho de cobra” ao disputar eleição para senador por Santa Catarina

por Vinícius Marques
Publicado em 18/08/2026 às 03:10Atualizado em 18/08/2026 às 15:21
Paulo Bilynskyj ao lado de Carlos Bolsonaro na segunda, 17, em Rio Preto (Colaboração Leitor)
Galeria
Paulo Bilynskyj ao lado de Carlos Bolsonaro na segunda, 17, em Rio Preto (Colaboração Leitor)
Ouvir matéria

Em discurso na noite de segunda-feira, 17, na avenida Alberto Andaló, em Rio Preto, Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, pediu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) para presidente da República.

Bolsonaro é candidato ao Senado por Santa Catarina. Ex-vereador do Rio de Janeiro, o filho 02 do ex-presidente afirmou que desceu em um “ninho de cobra” na eleição em Santa Catarina. “Tem um pessoalzinho lá que ficou irritado comigo, não é porque o Carlos não é daqui, não. É porque eles têm o objetivo de enterrar o nome Bolsonaro vivo”, afirmou. Carlos Bolsonaro foi eleito vereador pelo Rio de Janeiro por sete mandatos.

Em seu discurso em Rio Preto, de nove minutos, Carlos Bolsonaro também falou sobre o 8 de Janeiro, ao lado de uma mulher que ele disse ser uma “presa política”, e defendeu mobilização em torno de pessoas que não votaram na última eleição presidencial em 2022. Afirmou que o Brasil é “uma Venezuela”, além de dizer que não sabe fazer política e que foi “forjado na porrada”.

Carlos Bolsonaro participou da inauguração de comitê do deputado federal Paulo Bilynskyj (PL), que mora em Rio Preto, em dobrada com a candidata a deputada estadual Danila Azevedo (PL). Também estava no palanque e discursou o prefeito de Rio Preto, Coronel Fábio Candido (PL), coordenador da campanha de Flávio na região, assim como o suplente de vereador em Rio Preto Eduardo Tedeschi, que concorre por uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo, além do deputado estadual Paulo Mansour (PL), que tenta a reeleição.

Carlos Bolsonaro afirmou que a eleição deste ano é “a mais importante da história deste País". “Não digo isso como político. Digo isso como pessoa. Esquece política, eu não sei fazer política. É um grande defeito que eu tenho. É, uns dizem que é qualidade, uns dizem que é defeito. Eu considero que é um defeito que eu tenho. Eu não sei fazer política. Eu tento transmitir para os outros o que vocês pensam.”

“O próximo presidente da República vai indicar quatro ministros do Supremo Tribunal Federal, mais de 70 juízes de instâncias superiores pelo Brasil inteiro. Vocês percebem, do jeito que a gente tá vivendo hoje? Nós brevemente nos tornaremos uma Venezuela. Com todo respeito, nós já somos uma Venezuela”, declarou.

O candidato a senador defendeu mobilização de bolsonaristas sobre a abstenção na eleição. “Nas últimas eleições de 2022, cerca de 32 milhões de brasileiros não foram às urnas. São essas pessoas que a gente tem que alcançar. São essas pessoas que a gente tem que chegar perto e bater um papo. Dá para a gente tranquilamente virar esse jogo, somente dizendo a verdade ao lado de pessoas de verdade”, afirmou no palanque.

Carlos Bolsonaro defendeu ainda candidatos “comprometidos com a liberdade dos presos políticos do 8 de Janeiro". "E somente com a liberdade dos presos políticos do 8 de Janeiro que nós daremos o pontapé inicial para transformar de novo esse país no mínimo de democracia que sobrou”, discursou.

"Se Deus quiser, vou entrar naquele Senado com uma arma na cabeça, mas com o maior orgulho do mundo", declarou.

No evento também afirmou que Jair Bolsonaro é “insubstituível”. O ex-presidente cumpre pena, condenado no caso do 8 de Janeiro, em regime domiciliar. Carlos voltou a citar 8 de Janeiro. "Aquele homem está lá sofrendo por isso, pelo que ele acredita. Essa senhora que está aqui do meu lado, e em tantos outros locais", disse.

Ao final do discurso, falou sobre Santa Catarina. “Eu desci em Santa Catarina, eu desci num ninho de cobra. Tem um pessoalzinho lá que ficou irritado comigo, não é porque o Carlos não é daqui, não. É porque eles têm o objetivo de enterrar o nome Bolsonaro vivo".

“Achando que em 2030 vai ter eleição. São idiotas. Mais quatro anos de governo Lula, acabou esse país. E eu não tô falando só economicamente, não. Acabou isso aqui para aqueles guerreiros que estão ali na nossa frente. Acabou a nossa liberdade de expressão. Acabou o que sobra da democracia. E a gente tem uma chance única agora na nossa frente, pessoal”, disse.

Ao final pediu votos para Flávio Bolsonaro, para Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador que tenta a reeleição, além de Bilynskyj e candidatos a estadual.