Coronel avalia devolver Branco à Câmara para derrubar projeto que revoga a PGV
Com a volta do secretário de Governo, sai de cena o vereador Marcelo Renato, que embora governista, votou contra a proposta no ano passado; oposição projeta espaço extra para abrigar manifestantes na Câmara

O governo do Coronel Fábio Candido (PL) avalia o retorno do secretário de Governo, Anderson Branco (PP), à Câmara. O objetivo é reforçar a base governista no embate contra a oposição, que mobiliza a população pela aprovação do projeto que revoga a nova Planta Genérica de Valores do município.
Até o meio da tarde desta segunda, os governistas ainda faziam contas. A estratégia é empurrar a votação do projeto por meio de um pedido de vista, que deverá ser apresentado pelo vereador Eduardo Tedeschi (PL) ou pelo próprio Branco. Questionado, o secretário de Governo afirmou à Coluna que está no aguardo da orientação “das lideranças” dos partidos aliados. E do prefeito, claro.
A preocupação do Governo é que, diante da pressão popular que vem sendo organizada pelo grupo que defende a derrubada da PGV em vigor, liderado pelos vereadores João Paulo Rillo (PT), Pedro Roberto (Republicanos), Alexandre Montenegro (PL) e Renato Pupo (Avante), a base não garanta os votos necessários para aprovar o pedido de vista. Ou já matar o projeto na primeira votação.
A volta de Branco se dá devido ao fato de seu substituto na casa, o vereador Marcelo Renato (Novo), ter surpreendido o governo e votado, em fevereiro, contra o projeto que desenhou na nova planta genérica do município e elevou em até 20% o IPTU, além de provocar impacto de até 10.000% no valor venal de imóveis.
Naquela oportunidade, Felipe Alcalá (PL), também da base, e Pedro Roberto, cuja ruptura se deu exatamente naquele episódio, se recusaram a seguir a orientação do governo.
Com a vista, o governo ganharia o tempo que acredita ser possível para impedir que a crise do IPTU siga escalando, dada a série de medidas que vem anunciando desde a última semana, dentre as quais a revisão da PGV na cidade inteira. E também o discurso em evento nesta segunda, 2, em que diz que a Prefeitura irá assumir a “manutenção” de ruas de condomínios e isentar de IPTU moradores de ruas sem asfalto.
A preocupação do governo com a sessão desta terça-feira, 3, se dá em torno do verdadeiro cabo de guerra com a oposição, que promete Casa cheia.
Também na manhã desta segunda-feira, João Paulo, Pupo, Montenegro e Pedro Roberto, despacharam com o presidente do Legislativo, Luciano Julião (PL), sobre medidas que serão tomadas para acomodar o público esperado.
A ideia é colocar telões no auditório do terceiro andar, para onde serão encaminhados os munícipes que não couberem nas galerias, caso a previsão se público se consolide.