BEBEU E FUMOU DURANTE AUDIÊNCIA

Corregedor mantém juiz afastado

por Agência Estado
Publicado em 19/08/2026 às 22:14Atualizado em 19/08/2026 às 22:15
Milton Lívio Salles: juiz bebe vinho e acende cigarro durante sessão (Reprodução/Vídeo)
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Milton Lívio Salles: juiz bebe vinho e acende cigarro durante sessão (Reprodução/Vídeo)
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O juiz do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Milton Lívio Lemos Salles, continuará afastado de todas as atividades até o fim do trâmite da reclamação disciplinar instaurada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O magistrado foi flagrado bebendo e fumando durante uma audiência virtual, no último dia 10, e também gravou um vídeo em que acusa colegas do tribunal de corrupção. O afastamento foi ratificado por unanimidade pelo plenário do CNJ.

O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, avalia que a atitude do juiz “configura, em juízo de cognição sumária, conduta frontalmente incompatível com os deveres de urbanidade, sobriedade e respeito à função jurisdicional, comprometendo gravemente a imagem e a respeitabilidade do Poder Judiciário perante a sociedade”.

No dia 10, a sessão do 4.º Núcleo de Justiça 4.0 (Cível Família) do tribunal mineiro foi interrompida tão logo surgiram as imagens do magistrado bebendo e fumando. Ele estava em home office.

NA GARRAFA

Depois que caíram nas redes as imagens de Milton Lívio Lemos Salles bebendo vinho diretamente na garrafa e acendendo um cigarro com um maçarico, ele gravou um vídeo no qual acusou quatro colegas e colocou sob suspeita a aquisição, pela Corte de Minas, de uma frota de 179 veículos Corolla para colocar à disposição dos desembargadores.

O juiz Milton Lívio Lemos Salles, alvo de investigação da Corregedoria do TJMG após ser flagrado bebendo vinho e fumando durante uma audiência virtual, publicou.

O vídeo em que Salles acusa a cúpula do Tribunal de Justiça de Minas Gerais de corrupção começou a circular por volta das 15h do último dia 11. Quatro horas depois, às 19h, o tribunal divulgou comunicado afirmando que as acusações do magistrado “não indicam qualquer irregularidade cometida pela Administração da Justiça Mineira”.

Em nota, o Tribunal afirmou que a acusação de Salles é “genérica e dissociada de elementos mínimos de provas a membros do Poder Judiciário, que aparentemente tem por finalidade criar a suspeição de julgadores para fatos que já se encontram em apuração no âmbito disciplinar no Tribunal”.