SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUINTA-FEIRA, 11 DE AGOSTO DE 2022
QUEBRA DE DECORO

Conselho de Ética da Câmara de Rio Preto arquiva denúncia contra Cláudia de Giuli

A vereadora foi alvo de denúncia de suposta quebra de decoro parlamentar feita pelo diretório municipal do Psol

Vinicius Marques
Publicado em 04/07/2022 às 13:08Atualizado em 04/07/2022 às 15:01
Vereadora Claudia Di Giuli (Mara Sousa 22/3/2018)

Vereadora Claudia Di Giuli (Mara Sousa 22/3/2018)

O Conselho de Ética da Câmara de Rio Preto arquivou nesta segunda-feira, 4, representação contra a vereadora Cláudia de Giuli (MDB). Ela foi alvo de denúncia de suposta quebra de decoro parlamentar feita pelo diretório municipal do Psol.

O partido diz na representação que durante sessão em março, Cláudia teria chamado a então vereadora do Psol Jéssica Oliveira de "abortista". Isso teria ocorrido em sessão realizada em março em meio a debate sobre projeto contra exigência do passaporte da vacina previsto para servidores municipais. Jéssica é suplente e ficou como vereadora durante um mês de licença de João Paulo Rillo.

O Psol afirma que aborto é crime no Brasil e que se tratou de uma ofensa conta Jéssica. A suposta declaração de Cláudia não foi audível durante a transmissão da sessão da Câmara. Claudia nega que tenha chamado a então vereadora de abortista. 

Os integrantes do conselho decidiram arquivar o caso. O colegiado é presidido por Paulo Pauléra (PP). Participaram da reunião presencialmente os integrantes do Conselho, Anderson Branco (PL), Bruno Marinho (Patriota), Celso Peixão (MDB), e também, de forma remota, Julio Donizete (PSD).

Segundo Pauléra, o Conselho arquivou a representação por não ver indício de calúnia ou ofensa a honra de Jéssica Oliveira.

A presidente do Psol de Rio Preto, Luciana Fontes confirmou que ainda não foi notificada oficialmente sobre a decisão e que irá aguardar para se manifestar. A reportagem entrou em contato com a vereadora Cláudia De Giuli e aguarda retorno.

Jéssica Oliveira classificou como um "absurdo" a decisão tomada pelo Conselho nesta segunda. "É absurdo, mas infelizmente não uma surpresa, que mais uma vez nossa Câmara Municipal de Rio Preto opte por nem se quer investigar a quebra de decoro e imputação falsa de crime feita por uma vereadora da casa contra nós, na minha figura. Seguiremos em busca da reparação de nossos danos e pelos nossos direitos", afirmou.

Além da representação do Psol, a suplente registrou um boletim de ocorrência sobre o caso.

 
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