Bolçone vai assumir interinamente primeiro escalão do governo do Coronel Fábio Candido
Ex-vice de Edinho Araújo, ele vai comandar a Secretaria de Planejamento nas férias de Mauro Alves dos Santos

Ex-vice-prefeito de Rio Preto no último mandato de Edinho Araújo (PRD), Orlando Bolçone vai assumir interinamente a Secretaria de Planejamento do governo do Coronel Fábio Candido (PL).
Bolçone ficará no cargo entre 22 de abril e 6 de maio, período em que o titular da pasta, Mauro Alves dos Santos, estará de férias. Mas surge em cena como uma espécie de cartão de visita da atual gestão junto ao PIB local.
Formalmente, partiu de Alves dos Santos a indicação de seu substituto. Bolçone passou a integrar o governo coronelista em janeiro deste ano como diretor do Sistema Municipal de Inovação, um cargo de segundo escalão dentro da Secretaria de Planejamento.
Mauro Alves dos Santos é – com o secretário do Trabalho e Emprego, Norival Marques de Barros – o integrante com maior expertise política entre a tropa de fardados da Polícia Militar que o Coronel levou para seu governo.
Alves dos Santos e Norival são justamente os braços do Coronel no comando do PL local, encabeçado pelo próprio prefeito. O adendo é para mostrar que Bolçone não ameaça de forma alguma o titular da Secretaria de Planejamento.
Colocá-lo na vitrine neste momento, no entanto, vai muito além de fazer uso de suas “competências” para a função. A decisão está muito mais ligada ao trabalho em curso de aproximar o Coronel do empresariado de Rio Preto, setor no qual Edinho Araújo transitava com desenvoltura.
Dentro do bolsonarismo, propriamente dito, Danilo Campetti se tornou desde 2018 o queridinho dessa ala do PIB mais assumidamente defensora do que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) representa.
Bolçone, mesmo com dois mandatos de deputado estadual pelo PSB, uma candidatura a prefeito de Rio Preto e presença estratégica em todos os governos de Rio Preto desde Manoel Antunes, com exceção apenas dos quatro anos de governo de Liberato Caboclo (PDT), ostenta a imagem de “técnico”, que o empresariado tanto defende.
O rebranding do Coronel dentro da gestão de crise em andamento começou justamente pela aproximação desse segmento, o que inclui estar cada vez mais presente de lojas maçônicas, entidades empresariais como Acirp, Ciesp, Sinduscon e representações da classe médica e do setor da saúde como um todo.
E Bolçone teria a aura de quem nunca se meteu em escândalos ou denúncias difíceis de explicar. Aquele tipo de colaborador que não constrange, mas, pelo contrário, é visto como uma espécie de “reserva moral”.