Ao custo de até R$ 6 milhões aos cofres municipais, Carnaval do Coronel terá entrada gratuita e celebridades sertanejas
Este é o montante limite de recursos que a Prefeitura foi autorizada a gastar pela Secretaria da Fazenda e pela Procuradoria-Geral do Município, segundo o Diário apurou

O governo do Coronel Fábio Candido (PL) decidiu apostar alto na popularidade do Carnaval, com cinco dias de folia, entrada gratuita para o setor conhecido como “pipoca” e shows com celebridades do sertanejo, com Ana Castela e Simone Mendes.
A Coluna do Diário apurou que a Prefeitura vai investir até R$ 6 milhões para bancar as atrações artísticas e toda a estrutura que será montada no Recinto de Exposições. Este é o montante que, segundo as informações obtidas, foi autorizado a ser gasto no evento pela Secretaria da Fazenda e pela Procuradoria-Geral do Município.
Batizado de “Carna Virou” – nome que por si só já é uma provocação a opositores que criticaram o município pela perda do OBA, que voltou para Votuporanga –, a versão municipal do festival carnavalesco vai começar na sexta-feira, 13, com Ana Castela, Neto & Guilherme e DJ Faísca.
No sábado, 14, sobem no palco Mari Fernandez, Léo Foguete e Netto DJ; domingo, 15, é dia de Simone Mendes e Batom na Cueca. Bonde do Tigrão e a dupla George Henrique & Rodrigo serão as atrações da segunda, 16. A terça, 17, terá uma matinê infantil, mas as atrações ainda não foram divulgadas.
Além da área com portões liberados, o Carnaval do Coronel contará ainda com uma área reservada a camarotes e restaurantes, mas este terá entrada comercializada. Ed Bufett, do empresário Ed Carlos, ligado ao deputado federal Luiz Carlos Motta (PL), ganhou a chamada pública para explorar o espaço, pelo qual vai pagar R$ 130 mil.
O anúncio do Carnaval municipal, com atrações ligadas mais a festas do peão do que ao tradicional universo do Carnaval, provocou reações de opositores e representantes da Cultura nas redes sociais, uma destas críticas partiu de Lawrence Garcia, produtor de teatro e ex-presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais.
Dentro do governo, o argumento para defender o investimento e o perfil do evento já está desenhado. “É a democratização do acesso à Cultura, sim. Onde qualquer pessoa poderá ver um show consagrado. Quantas pessoas gostariam de ir a um show da Ana Castela ou da Simone Mendes e não podem pagar?”, declarou uma fonte da Coluna.