SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SÁBADO, 16 DE OUTUBRO DE 2021
RIO PRETO EM FOCO

Viaje pelo tempo em salas de cinema inesquecíveis pela região de Rio Preto

Confira fotos das antigas salas de cinema de Rio Preto e de outras cidades da região

Fernando Marques
Publicado em 18/09/2021 às 23:58Atualizado em 19/09/2021 às 00:02
Sessão de Cinema em Adolfo (Acervo Rio Preto em Foco)

Sessão de Cinema em Adolfo (Acervo Rio Preto em Foco)

Em 1929, o Cine Phoenix de Rio Preto foi comprado pela Sociedade Cine-Teatral Paulista, dos Irmãos Curti, Braz Cosentino e Nicola Udine (que tinha sua sede em Taquaritinga, desde 1925), e passou a chamar-se “Cine Capitólio”. O cinema então foi para a Rua Bernardino de Campos, esquina com a rua Prudente de Moraes. A empresa era proprietária também do “Colyseu Cinema”, inaugurado na década de 1920 e do “Theatro São Pedro”, inaugurado na Praça 9 de Julho 125, atual Praça Horácio Ramalho, ambos em Taquaritinga.

O cinema foi fechado nos anos de 1990 e desapropriado pela prefeitura, que adquiriu o prédio da família Curti. Os irmãos Antônio Leopoldo Curti e Francisco Curti fixaram residência em Rio Preto e fundaram a maior rede de cinemas do interior paulista, chegando a ter 25 cinemas próprios e 46 em parceria. Em Rio Preto tinham o “Cine São José”; o “Cine Rio Preto”, o “Cine São Paulo”, “Cine Boa Vista”, o “Cine Ipiranga”, inaugurado em 1956 por Lauro Demonte e arrendado por eles em 1968; o “Cine São José II”; o “Cine Capitólio II”; e o “Auto Cine Aquarius”; e o “Cine Curti”, entre tantos e tantos.

Na região foram muitos, como o “Cine Teatro São Pedro”, de Mirassol; o “Cine Votuporanga”; “Cine Jales”; “Cine Olímpia”. Em Adolfo, a diversão entre 1949 a 1951 era o “Cine São José”, instalado no salão do bar de mesmo nome, de João Chessa.

Os anúncios eram feitos por um alto-falante em frente à praça matriz de São José, alimentado pelo motor da sorveteria. O bar-cinema foi vendido à família Pazzin, que deu continuidade às exibições, e à família de Luiz Roberto de Souza Lima, nos anos 1960. Em Catanduva tinha o “Cine Bandeirantes”.

De propriedade de Amadeu Vuolo, de Bauru, e de Atílio Salvador Mercandante, de Araçatuba, o cinema foi inaugurado em 1946, na rua Alagoas, nº 324. Já em agosto do mesmo ano foi adquirido pela Empresa Pellegrino & Filhos, junto com João Alonso Garcia. A família Pellegrino já era proprietária dos dois outros cinemas existentes na cidade, os Cines Central e República.

Ali se apresentaram em shows, entre tantos, os cantores Roberto Carlos e Luiz Gonzaga e os humoristas Mazzaroppi e Oscarito. O cinema de Novo Horizonte também chamava-se Bandeirantes e foi inaugurado em 1942 pela Empresa Paulista de Cinemas. Nos anos de 1980 passou a chamar-se Windsor e depois Universus Cine Teatro. Hoje no local funciona uma galeria de lojas.

Jaboticabal teve dois grandes cinemas: “Cine Theatro Polytheama”, inaugurado em 1911 com o nome de Cine Polytheama Caruso, com seus 1,5 mil lugares, e o “Cine Teatro Municipal”, inaugurado em 1927 por Manoel Marques de Mello. Em 1967 o Polytheama passou por um terrível incêndio que o devastou.

Confira fotos dos cinemas antigos

Cine Teatro São Pedro em Mirassol, em 1950

Cine Bandeirantes de Catanduva

Cine Capitolio, na rua Bernardino, em Rio Preto

Cine Bandeirantes de Novo Horizonte

Cine Coliseu - Taquaritinga (Foto: Theodoro Demonte)

Cine Fernandópolis

Cine Jales

Cine São Pedro Taquaritinga

Cine Votuporanga

Cine Teatro Polytheama de Jaboticabal após o incêndio de 1967

Cine Teatro de Jaboticabal

Cine Olímpia

 
Copyright © - 2021 - Grupo Diário da Região.É proibida a reprodução do conteúdo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização.
Desenvolvido por
Distribuido por