SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SEGUNDA-FEIRA, 15 DE AGOSTO DE 2022
Rio Preto em Foco

Rio Preto e Branco, por Toninho Cury

Músico, empresário, bacharel em direito e, principalmente, fotógrafo. Este é Toninho Cury, que retrata o cotidiano rio-pretense por meio de fotos desde a década de 1970

Claudia Paixão
Publicado em 03/11/2019 às 00:30Atualizado em 08/06/2021 às 04:30
Toninho Cury com sua companheira inseparável: a câmera fotográfica (Divulgação)

Toninho Cury com sua companheira inseparável: a câmera fotográfica (Divulgação)

Antônio José Cury, ou simplesmente Toninho Cury, é um apaixonado por tudo que faz e pela sua cidade. Neto de imigrantes libaneses, ele nasceu em Rio Preto em 25 de junho de 1953. Sua família, muito tradicional na cidade, milita em várias áreas, como medicina, advocacia, jornalismo, negócios, magistério e política. Toninho formou-se em direito pela Unirp em 1977, mas iniciou sua vida como músico.

Começou a tocar bateria em 1967 e no ano seguinte formou seu primeiro grupo musical: "The Brazilian Stones". Depois foi o "The Cats", em 1968. No início da década de 1970, fundou um dos maiores conjuntos de bailes e shows da história da cidade: o "Grupo Musical Apocalipse".

Com a morte de seu pai, Gabriel Jorge Cury, o popular Japurá, em 16 de março de 1969, Toninho teve que tomar a frente dos negócios. Seu pai foi o pioneiro na região na comercialização e industrialização do algodão, dominando o mercado desde a década de 1930. Toninho tornou-se então empresário e pecuarista. Mas não deixou a arte. Em 1970, apaixonou-se pela fotografia ao ter contato com sua primeira câmera: uma Yashica Mat.

Fez curso em São Paulo e passou a frequentar salões de fotografia pelo País e até pelo mundo. Ele até perdeu a conta de quantos participou. Durante as décadas seguintes tornou-se um dos maiores cronistas de rua de nossa cidade com suas fotos em preto e branco, mostrando o cotidiano da cidade, a política, a fé, tradições, arte e natureza.

Teve fotos publicadas em inúmeros jornais da cidade e vários do País, como Jornal da Tarde e Zero Hora, entre outros. Revistas foram muitas, entre elas a Primeira Edição, Intervip, Globo Rural, Íris, Fotoptica. Também tem muita publicação do exterior, como na 8ª Bifota, em 1984, em Berlim, Alemanha, na 12th Interpressphoto, em 1985, em Moscou, Rússia, e na 13th, em 1987, em Bagdá, Iraque. É um dos raros fotógrafos brasileiros a ter um trabalho no acervo do Musée Français de la Photographie, em Brieves. Foi premiado na França, na Bélgica, em Portugal, Eslováquia, Japão e Áustria.

Seu mestre foi o fotógrafo rio-pretense Nestor Brandão, proprietário do histórico Foto Stúdio. De aluno passou a mestre. Toninho emprestou seu conhecimento como professor de fotografia no curso de propaganda e publicidade das faculdades Unirp, Unorp e Unilago.

Atleta das artes marciais, ele conheceu recentemente o outro lado da vida: precisou passar por cirurgia cardíaca que o fez dar um tempo nas suas múltiplas atividades. Só que não. Mesmo enfermo, passou a fotografar a sua cidade de cima do prédio onde mora, no início do bairro Boa Vista. São imagens incríveis. Já de volta à ativa, Toninho não larga a sua espetacular câmera Laica. Ele está em todas e registra a cidade hoje como poucos. Salve o nosso cronista das ruas.

Avenida Philadelpho Gouveia Neto inundada pelas chuvas (Fotos: Toninho Cury)

(Toninho Cury)

À esquerda, avenida Alberto Andaló afundada pelas chuvas em 1997 e, à direita, nova Catedral em construção

 
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