SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | TERÇA-FEIRA, 18 DE JANEIRO DE 2022
PAINEL DE IDEIAS

Quando fizemos algo novo pela primeira vez?

O novo é aprender, descobrir, impactar, experienciar, transformar, potencializar, compartilhar, evoluir, adaptar, criar, inovar!

Adriana Neves
Publicado em 12/01/2022 às 20:24Atualizado em 12/01/2022 às 21:10
Adriana Neves

Adriana Neves

Pense na última vez que você fez algo novo: no primeiro dia na escola, no trabalho, ir àquele show que era um sonho, conhecer alguém especial, um novo lugar, um museu, ou, até mesmo, trocar um pneu à beira da estrada. É possível que nos lembremos desses episódios com uma incrível riqueza de detalhes, mesmo que eles tenham acontecido há muitos anos. Bem mais difícil se lembrar do que aconteceu durante a rotina da semana passada. Os dias rotineiros parecem iguais e acabam deixando a impressão de que passaram rápido. A rotina não deixa lembranças!

A verdade é que ao longo da vida, nós perdemos nossa capacidade de apreciar e nos desafiar ao novo. Durante a infância, vivenciamos momentos de aprendizagem e novidades a todo momento, olhamos para o mundo com desejo, e tudo se torna uma incansável descoberta, começamos a falar, andar, aprendemos regras e limites. E percebemos que ainda somos dependentes de outras pessoas para aprender.

Então a pergunta deveria ser: Quando foi a última vez que você APRENDEU algo novo pela primeira vez? Afinal só fazemos o que aprendemos e para isso precisamos aprender a aprender!

Na adolescência, passamos por transformações, nosso corpo e nossa mente tomam forma, vivenciamos as primeiras experiências comportamentais e evolutivas, até chegarmos na fase adulta, em que as mudanças e novidades já não acontecem com frequência, a responsabilidade e cobrança são multiplicadas, passamos a viver construindo rotinas que, aparentemente, nos trazem tranquilidade e segurança. Dias cada vez mais rápidos e não catalogados na memória!

O ano está só começando, se incorporarmos uma nova forma de aprender, teremos muitas chances de viver o novo. Se não perdermos a curiosidade, a experiência passa a ser nossa grande aliada, e a maturidade pode ser a tal “melhor idade”!

“Quando foi a última vez que você aprendeu algo novo pela primeira vez?” Ouvi esta pergunta pela primeira vez num manifesto no evento anual do Cegente, em setembro de 2021. Senti-me provocada, pensei e achei oportuno trazer o tema no meu primeiro texto do ano. Fui autorizada a expor aqui um trecho do manifesto, então voltando à pergunta e ao início: “O novo é aprender, descobrir, impactar, experienciar, transformar, potencializar, compartilhar, evoluir, adaptar, criar, inovar!

Estamos em um novo mundo, um mundo imprevisível, volátil e mutável. Aqueles que apreciam o novo podem ser considerados uma espécie diferente na natureza, unidos por uma característica em comum: a inquietude. Inquietude para questionar premissas, pensar além e modificar o ambiente à sua volta, ter resiliência para suportar as condições adversas, e ambição para construir sua própria realidade, aprender e apreciar o novo. É um estilo de vida, é construir uma nova cultura, é estar em constante evolução, é se fazer vivo, é permitir-se viver!”

Adriana Neves, Empresária em Rio Preto. Escreve quinzenalmente neste espaço às quintas-feiras.

 
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