SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | TERÇA-FEIRA, 21 DE SETEMBRO DE 2021
EDITORIAL

Nossa missão

A verdade é um valor absoluto, não relativo. Mas a “pós-verdade” age para difundir falsos conceitos com objetivos ideológicos

Publicado em 22/07/2021 às 23:37Atualizado há 23/07/2021 às 10:15

“Ciosos que somos que jamais nos atrelaremos ao carro das conveniências”. Foi esse o compromisso assumido em editorial por este Diário já na sua primeira edição em 23 de julho de 1950. Há 71 anos este jornal acredita que um veículo de comunicação só cumpre o seu papel se atuar com independência e desatrelado de interesses que não sejam o de servir à sociedade. Por isso o nosso mantra: “Noticiando ou comentando, nossa preocupação há de ser a verdade”.

A busca da verdade nunca esteve fora da nossa missão, mas neste momento este preceito se mostra mais necessário que nunca. A verdade precisa ser entendida como um valor absoluto, jamais relativo. O coronavírus mata. As vacinas salvam. São fatos incontestes, mas nesta época de valores líquidos até dados científicos são alvos de narrativas distorcidas. É a chamada “pós-verdade”, que age para difundir falsos conceitos com o claro objetivo político e ideológico. E, assim, relativizar a verdade.

Ao longo de 71 anos de circulação ininterrupta, este Diário se pauta pelo compromisso ético de noticiar com responsabilidade. Não à-toa é líder regional em audiência, seja no impresso ou na plataforma web, e também um dos líderes de circulação em todo Estado de São Paulo. Mais de um milhão de visitantes únicos acessam mensalmente o portal do Diário com a certeza de que vão encontrar ali um jornalismo ético, apartidário, plural e independente. Uma construção diária que se reinventa há sete décadas, saindo das antigas máquinas de linotipo até a palma da mão do leitor. O leitor, aliás, é rei: nosso compromisso é levar até você a informação da maneira que seja mais habitual ou prática. E é graças ao leitor fiel que este Diário chega aos seus 71 anos com fôlego renovado e certo de estar cumprindo a sua missão. Toda essa confiança, que é motivo de orgulho, traz também responsabilidade redobrada.

O caminho do jornalismo profissional é árduo. A busca da verdade incomoda quem aposta na pós-verdade e na propagação de fake news. Nunca a imprensa foi tão atacada e o objetivo é um só: consolidar mentiras por meio de narrativas, não de fatos. Uma sociedade livre é indissociável das liberdades de expressão e de imprensa, como pode ser lido na Declaração de Chapultepec, de 1994, redigida a pedido da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). “Não há pessoas nem sociedades livres sem liberdade de expressão e de imprensa. O exercício dessa não é uma concessão das autoridades, é um direito inalienável do povo”.

Uma imprensa amordaçada e aviltada só interessa a quem não tem apreço nem pela liberdade, nem pela democracia. O Diário continuará perseguindo e praticando valores que considera essenciais em uma sociedade sadia e justa: as liberdades individuais, a livre iniciativa e a democracia. Nas páginas do Diário, a verdade não será jamais relativizada. Esse, para nós, é um valor integral. Até porque a meia-verdade é uma mentira inteira.

 
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