SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUARTA-FEIRA, 06 DE JULHO DE 2022
EDITORIAL

Não dá mais para adiar

O Censo é uma ferramenta fundamental para identificar as mazelas da sociedade

Publicado em 23/06/2022 às 00:41Atualizado em 23/06/2022 às 01:02

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EDITORIAL

Não dá mais para adiar

O Censo é uma ferramenta fundamental para identificar as mazelas da sociedade

Publicado em 23/06/2022 às 00:41Atualizado em 23/06/2022 às 01:02

Desde 2010, ano em que ocorreu o último Censo no Brasil, já se passaram cinco eleições, Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil, impeachment presidencial, pandemia de coronavírus e outros fatos marcantes. Tudo isso em meio a uma revolução tecnológica que tornou os smartphones populares e fez da internet algo essencial no dia a dia. O mundo e o País mudaram bastante e essas diferenças devem ser apresentadas com a nova pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com dois anos de atraso, em decorrência da pandemia e de cortes no orçamento para a realização do estudo, o Censo finalmente começou nesta semana. Na primeira etapa, será realizada a Pesquisa Urbanística do Entorno dos Domicílios, que vai fazer um diagnóstico da infraestrutura das cidades brasileiras, com foco em itens como iluminação, acessibilidade, pavimentação e arborização, entre outros. Nas próximas etapas, que devem começar em agosto, serão feitas as entrevistas casa por casa.

O primeiro Censo no Brasil foi realizado em 1872. Antes disso, os dados sobre a população eram obtidos de forma indireta, por meio de relatórios da Igreja, que contabilizava fiéis, ou dos militares, que faziam o alistamento. Com a criação do IBGE, em 1936, foi iniciada a fase moderna do Censo, com realização a cada dez anos, a partir de 1940. Os levantamentos foram evoluindo, com a inclusão de questões que ajudam a retratar a situação da sociedade.

Em Rio Preto, 491 funcionários vão percorrer todo o território para a realização das entrevistas com os moradores. Mais do que contar a quantidade de pessoas, o Censo faz um raio-X das condições de trabalho, de educação, de saúde e de moradia da população em todo o Brasil – algo essencial em um país tão extenso e com tantas características diferentes quanto o nosso. As informações colhidas servem de base, por exemplo, para o rateio do fundo de participação de estados e municípios e para o desenvolvimento de políticas de saúde e de educação.

O Censo é uma ferramenta fundamental para identificar as mazelas da sociedade e apontar onde os governantes precisam olhar com mais atenção. Sem ter o diagnóstico completo e preciso dos problemas do País, não se avança de forma sustentável e abrangente. Com os dados em mãos, é possível criar políticas públicas eficientes para sanar, ou pelo menos amenizar, as dificuldades dos brasileiros. Não dá mais para adiar algo tão importante para a nação.

 
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