SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | DOMINGO, 22 DE MAIO DE 2022
EDITORIAL

Câmera na farda

Dados da SSP mostram que a instalação de câmeras na farda dos PMs ajuda de maneira sensível a segurança pública

Publicado em 14/05/2022 às 00:13Atualizado em 14/05/2022 às 00:32

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EDITORIAL

Câmera na farda

Dados da SSP mostram que a instalação de câmeras na farda dos PMs ajuda de maneira sensível a segurança pública

Publicado em 14/05/2022 às 00:13Atualizado em 14/05/2022 às 00:32

Com estilo discreto, o novo chefe da Polícia Militar de Rio Preto, coronel Carlos Enrique Forner, assumiu o posto nesta quinta-feira, 12, e já anunciou que uma das suas metas à frente do Comando de Policiamento do Interior (CPI-5) é garantir a colocação de câmeras nas fardas dos PMs até o final deste ano.

O novo comandante sabe do que está falando, afinal fez parte do projeto pioneiro de implantação dos equipamentos na Capital. A câmera é acoplada aos uniformes dos PMs e grava automaticamente todas as atividades policiais, transmitindo imagens para centrais específicas e garantindo o acompanhamento instantâneo das ações.

Sobre essa medida, há uma falsa polêmica no ar, alimentada por pessoas que nada sabem sobre segurança pública e que deve apimentar os debates políticos e eleitorais neste ano, sobretudo na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. São duas premissas equivocadas, como dizer que a câmera na farda vai inibir o trabalho ostensivo da PM. A outra é que as gravações podem ser utilizadas para vigiar os cidadãos. A verdade é que somente os maus policiais e os criminosos é que devem temer esse monitoramento.

Os dados estão aí para provar que o equipamento ajuda de maneira sensível a segurança pública. No início do mês passado, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) divulgou estatísticas que mostram que batalhões da Polícia Militar com câmeras nas fardas tiveram, no período de junho de 2019 a outubro de 2021, 87% menos confrontos do que equipes sem o recurso de vídeo. Ao mesmo tempo, a resistência de cidadãos, criminosos ou não, às abordagens policiais também foi 32,7% menor nos batalhões que têm câmeras corporais.

Quando se pensa neste tipo de monitoramento, a primeira ideia que vem à cabeça é que a gravação das intervenções policiais resguarda a integridade física da população e contribui para abordagens policiais dentro dos limites da lei. Mas não é só isso: elas ajudam na segurança dos próprios PMs.

Ainda segundo dados da Polícia Militar na Capital, em 2021 - quando a maioria dos policiais paulistanos já possuía câmeras na farda -, quatro agentes morreram em serviço, sendo que três desses óbitos foram causados por acidentes de trânsito. Já em 2020, sem as gravações, foram 18 mortes de PMs em serviço, sendo que dez destes óbitos ocorreram em confrontos.

Que o coronel Forner seja bem-sucedido, em Rio Preto e na região, na sua missão de combater e reduzir os índices de criminalidade. Seu plano de trazer ainda neste ano o sistema de monitoramento é uma excelente medida, que protege os bons policiais e garante a segurança dos cidadãos que não têm nada a temer.

 
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