SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | TERÇA-FEIRA, 26 DE OUTUBRO DE 2021
CARTAS DO LEITOR

Vacinação

Publicado em 17/09/2021 às 22:48Atualizado em 18/09/2021 às 02:00

Apesar de a SBIm entender que a população de maior risco deve ser priorizada, a entidade discorda do recuo do Ministério da Saúde em relação à vacinação de adolescentes sem comorbidades após o anúncio do início da vacinação desse grupo. A medida gera receio na população e abre espaço para fake news. As justificativas apresentadas não são claras ou não têm sustentação. A saber:

a) A Organização Mundial da Saúde (OMS) não é contrária a vacinação de adolescentes “com ou sem comorbidades”. De acordo com o Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização (SAGE, na sigla em inglês) da entidade, as vacinas de mRNA — caso da Pfizer/BionTech — são adequadas para o uso em pessoas acima de 12 anos.

b) Ao aprovar a referida vacina para adolescentes entre 12 e 17 anos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não restringiu a administração a pessoas com comorbidades.

c) A vacinação de adolescentes sem comorbidades foi autorizada pelo Ministério da Saúde no capítulo 3.1 da Nota Técnica Nº 36/2021- Secovid/GAB/Secovid/MS, de 2 de setembro de 2021, e no capítulo 4.3.3.2 da 10ª edição do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), de 15 de agosto de 2021.

d) O fato de apenas um imunizante — o da Pfizer/BionTech — ter sido testado em ensaios clínicos randomizados e licenciado pela Anvisa para uso em pessoas a partir dos 12 anos de idade, e ocorrências pontuais de administração equivocada de vacinas de outros fabricantes (erros de imunização) não justificam a interrupção, uma vez que a orientação atual é a de utilizar exclusivamente a vacina Pfizer/BionTech para esse público.

e) De acordo com o Ministério da Saúde, foram registrados 1.545 eventos adversos entre os 3.538.052 adolescentes vacinados no Brasil até o momento (0,043%). Erros de imunização respondem pela absoluta maioria (93%).

f) A incidência de eventos adversos graves como miocardite (16/1.000.000 de pessoas que recebem duas doses da vacina) é extremamente baixa e inferior ao risco da própria Covid-19.

g) Na Nota Técnica Nº 1057/2021-CGPNI/DEIDT/SVS/MS), publicada em 15/9/21, mesma data em que recomendou a suspensão da vacinação de adolescentes, o Ministério da Saúde afirma “que o risco/benefício da vacina é altamente favorável, uma vez que o risco da doença Covid-19 na ausência da vacinação e o desenvolvimento de formas graves é maior do que a baixa probabilidade da ocorrência de um EAPV. Além disso, os episódios de miocardite/pericardite, com provável associação à vacina ocorreram de forma leve e com boa evolução clínica. E conclui: “Assim, mantém-se a recomendação de vacinação para toda população com indicação para o imunizante, principalmente pelo risco da doença Covid-19 e suas sequelas superarem o baixo risco de um evento adverso pós-vacinação.

Não há evidências científicas que embasem a ecisão de interromper a vacinação de adolescentes, com ou sem comorbidades. A SBIm, portanto, entende que o processo deve ser retomado, de acordo com o que já foi avaliado, liberado e indicado pela Anvisa.

Juarez Cunha, presidente e diretoria da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)

Radares

Lendo a matéria sobre volta dos radares estáticos em nossa cidade, a instalação de novas lombadas eletrônicas e a colocação de novos radares fixos que fiscalizarão excessos de velocidades de 40km/h, 50km/h e 60km/h quero fazer a minha sugestão a esse veículo de comunicação que se limita a apenas noticiar e quase nunca questionar os órgãos públicos. Me lembro que no passado este mesmo jornal noticiou o pedido do Ministério Público de um raio x dos radares em nossa cidade, ou seja, havia aí a preocupação do MP com a aplicação da legislação sem que ocorressem excessos e aquele famoso oportunismo que torna a arrecadação mais importante que o combate às infrações de trânsito. E até hoje não li mais nada sobre esse assunto.

Acredito eu, que este jornal sendo imparcial deveria publicar e questionar os estudos que colaboraram para instalação desses radares na cidade sendo que o correto antes de se instalar radares é apresentar estudo da necessidade.

Erasmo Dantas, Rio Preto

Dr. Lorga

Tomei conhecimento, através deste jornal, do falecimento do dr. Amadeu Menezes Lorga. Fiquei triste. Era, verdadeiramente, uma pessoa de bom coração. Tive o privilégio de trabalhar com ele, na antiga Unimed, rua Prudente de Morais, nos anos de 1975 e 1976. Fui o segundo gerente daquela cooperativa aqui na cidade.

Ele me ensinou tudo sobre planos de saúde (onde vendíamos convênios) e com base nos seus ensinamentos, após somente 2 anos de aprendizado, fui convidado para trabalhar em São Paulo (Capital), em outra empresa, agora comprando convênios. E, apesar de tão pouco tempo na Unimed, dr. Lorga me apoiou nessa inesquecível mudança.

Lembro-me de uma viagem que fizemos juntos até São Paulo, em seu Galaxie Landau, quase zero. Éramos somente nos dois dentro daquele carrão. Muito legal a viagem e os papos que tivemos durante o trajeto. Na Capital, fomos em um cinema na Avenida Paulista, onde assistimos quase que em primeira mão o filme “Tubarão”. Coisa diferente para aquela época.

Tivemos também outras passagens gostosas e inesquecíveis. Por volta dos anos 1980, encontrei-o em Fortaleza (CE) em uma Convenção Nacional das Unimeds, representando a Empresa que então trabalhava, uma vez que ela mantinha diversos convênios com as Unimeds do Estado. Foi também uma ocasião toda especial. Ainda o vi algumas vezes por aqui, nesta cidade, como em uma oportunidade, dentro do Mercado Municipal e lá batemos um longo papo, comendo um delicioso pastel.

Valeu, dr. Lorga, vai com Deus e para Ele. Que tenha o merecido descanso eterno. O senhor verdadeiramente merece, pela sua trajetória plena aqui entre nós.

Manoel Carlos Marques, Rio Preto

 
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