SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | DOMINGO, 22 DE MAIO DE 2022
CARTAS DO LEITOR

Gerações

Publicado em 26/01/2022 às 07:16Atualizado em 26/01/2022 às 07:20

Gerações

A renomada psicóloga Karina Younan no artigo “O para sempre acabou?”, publicado na revista Bem-Estar de domingo, 23 de janeiro de 2022, descreveu com maestria a questão da sexualidade das novas gerações. Dois parágrafos me chamaram a atenção: “Dependência doentia precisa ser enfrentada, basta de adiar a felicidade” e “Por motivos fúteis as pessoas se afundam na indiferença, no descaso e na falta de comunicação, os piores males”. Foi o suficiente para me inspirar escrever sobre a questão geracional sobre outros prismas.

As gerações passadas transcenderam do modelo patriarcal em que o homem mantém o poder primário e predominante em funções de liderança política, autoridade moral, privilégio social e controle das propriedades, para o matriarcal.

No domínio da família, o pai mantém a autoridade sobre as mulheres e as crianças. Longe de um sistema igualitário, todavia, vemos mulheres como chefes de nações, atuando em cargos em que recorrem à tomada de decisões, desde chefes de famílias.

Os pequenos e adolescentes dessa nova geração assistem a tudo hiperconectados na internet, face e fake e se divertindo com games sem tempo determinado. Comunicam-se instantaneamente com todos os seus próximos; criam seus próprios grupos com suas regras e padrões.

Desassistidos do seu núcleo familiar vão “levando” e aí que está o grande problema, como também citado no início do texto pela Dra. Karina. A falta de diálogo! São presas fáceis para ciladas e para o alívio imediato pelos oportunistas.

Não há nada de mais nessa evolução das gerações, muito pelo contrário. A evolução sempre será uma constante benéfica. Basta conhecimento, discernimento, flexibilidade e, claro, muito diálogo.

Rogério Roversi Martins, Rio Preto

Aposentado

Instituído pelo Decreto 6926/81, o Dia do Aposentado (a) é comemorado em 24 de janeiro, dia em que foi aprovada a Lei Eloy Chaves, em 1923, que criou a Caixa de Aposentadoria e Pensão, que deu origem à Previdência Social no Brasil.

Trata-se de uma justa homenagem a todos (a) que se dedicaram grande parte de suas vidas ao trabalho, contribuindo com o progresso da sociedade, e que agora gozam do merecido descanso.

Parabéns a todos(as) aposentados brasileiros!

José Vicente Berenguel, Rio Preto

Atraso

O piloto Lucas Di Grassi, em entrevista à Folha (23/1), considera que "Bolsonaro é incapaz de pôr Brasil no centro das tecnologias sustentáveis". E não somente ele! Nenhum presidente brasileiro, nos últimos decênios, teve a preocupação em renovar estruturas sociais.

Enquanto Japão e Europa construíam o trem-bala, o Brasil continuou transportando bananas em caminhões do norte ao sul do país. Infelizmente, nossos governos navegam em politicagens, em lugar de preocupar-se com reformas estruturais. Precisamos de estadistas, não de populistas! O transporte deve ter por matriz várias fontes de energia, além do carvão: elétrica, hídrica, eólica, solar.

Salvatore D' Onofrio, Rio Preto

Desleixo

Incompreensível a falta de respeito ao contribuinte e a incompetência em zelar por alguns setores que necessitam constantemente de cuidados. É o caso do entorno do São Deocleciano 2, principalmente na reserva ambiental e em todos lotes vagos nesse setor. Os moradores desse entorno vivem constantemente apreensivos com surgimento de escorpiões, cobras, aranhas etc.

Não existe passeio público na reserva ambiental, que faz divisa com toda a rua do entorno. É preciso calçamento e a roçada deve ser feita com rocadeiras, não com trator, pois arrebentam tudo.

Excelentíssimo sr. prefeito, vereadores, Ministério Publico, secretários e outros envolvidos: deem uma passadinha neste setor bem devagarinho. Pode ser com o vidro fechado. E verão a veracidade. Às vezes o mato seca, e aí fica o temor de incêndio.

Esse é o recado, ou clamor.

Aparicio Guilherme Queiroz, Rio Preto

Mato alto

Se fosse só na marginal da BR-153, como o Diário informou, que tem mato alto... Façam uma visita na região norte de Rio Preto, nos acessos aos bairros Gabriela, Monte Verde e Aroeira.

Claudio Castro – via Facebook

Teto salarial

O mercado profissional mudou muito. Não é preciso ser especialista para chegar a essa conclusão. De acordo com levantamento da multinacional Robert Walters, especializada no tema, haverá cada vez mais oportunidades em áreas como tecnologia e marketing. E o salário? A pesquisa aponta que nas funções em alta, como diretor financeiro, a remuneração pode chegar até R$ 70 mil mensais.

Claro que estamos falando do setor privado. É diferente. Mas gostaria de fazer uma comparação: o mercado, de modo geral, parece evoluir e sempre se movimentar, mas essa mudança nunca chega para o setor público. É como se os administradores estivessem inertes e, o pior, é que o servidor público que paga o pato.

R$ 70 mil é muito acima do teto nacional e realidade muito distante para os servidores públicos paulistas, por exemplo, que ainda sonham com um teto salarial estadual. Além disso, importante parcela de servidores não recebe reajuste faz um bom tempo. E, claro, não podemos esquecer dos policiais militares de São Paulo, que há anos reivindicam melhores condições salariais.

Esperamos que os dirigentes levem em consideração que desde o início da pandemia os servidores estão com salários congelados. Após quase dois anos, enfrentamos uma inflação crescente no país, ou seja, o poder de compra do servidor diminuiu. E muito.

Antonio Tuccilio - presidente da Confederação Nacional dos Servidores Públicos (CNSP)

 
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