SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUARTA-FEIRA, 18 DE MAIO DE 2022
CARTAS DO LEITOR

Expectativas

Publicado em 13/01/2022 às 23:13Atualizado em 13/01/2022 às 23:35

Não é fácil fazer projeção na história de uma nação cheia de contradições, desafios, pandemia, desemprego, fome, diversidade na cultura, na economia, na política, na prática religiosa e crise governamental. Até olhamos para o futuro com certa desconfiança, porque o país vive na condição de ameaçado, com muita destruição da natureza e sacrificado por políticas e políticos desonestos.

Mas a história ainda não acabou. Ela continua e tudo pode ser transformado com o esforço de todos os brasileiros. Há esperança de mudança, de valorização das potencialidades que o Brasil tem em todos os sentidos, principalmente de um povo ordeiro e paciente. Um caminho de esperança passa pela escolha de bons administradores, competentes e honestos nas eleições deste ano.

A Palavra de Deus deve ser referência que toca os corações. O texto das Bodas de Caná (Jo 2,1-11) incentiva nossa esperança de mudança. Numa festa de casamento faltou o vinho, um ingrediente indispensável para aquele momento festivo. Alguém apareceu com espírito de liderança e resolveu o problema com a transformação da água em vinho, sinal de que nas fragilidades é possível mudança.

Diante desta situação do povo brasileiro, é possível escolher líderes capacitados e bem-intencionados para dirigir os destinos da nação. Ninguém tem uma estrela na testa mostrando o nível de sua identidade e compromisso social, mas todos têm uma história de vida com atitudes honestas ou não. Significa que é possível formar um corpo administrativo da forma que o brasileiro precisa.

Há uma insatisfação generalizada do povo em relação às atuais lideranças políticas. Falta neles uma sensibilidade proativa para com a população pobre, a não ser na hora da campanha eleitoral, que vai começar já para as eleições deste ano. Pesa sobre cada eleitor uma pesada carga de responsabilidade na hora da escolha. É desses momentos que podemos falar de expectativas para 2022.

Muitos dons e capacidades podem ser usados para o mal, principalmente quando se tem como motivo a competição, a divisão e o orgulho próprio. É justamente por isso que temos uma realidade muito desequilibrada, desumana e preocupante para a população. Há uma crise de autoridade em todos os setores da sociedade, mas isto pode mudar com a participação consciente dos cidadãos.

Dom Paulo Mendes Peixoto – arcebispo de Uberaba-MG e ex-bispo de Rio Preto

Impasse no Rio Preto

O Rio Preto E.C. vive há mais de dois anos um impasse judicial. O atual presidente, José Eduardo Rodrigues, está amparado numa liminar judicial para se manter no cargo. Toda diretoria se afastou dele. Ele está isolado no comando do clube. O presidente do Conselho, Itamar Malvezzi, está no cargo há 30 anos. Pode isso? A sede social do clube está fechada há mais de dois anos. Ficamos sabendo pelo próprio Diário da Região que o presidente pediu para a empresa de tecnologia apagar o nome dos sócios, incluindo os mais de 500 sócios remidos. E agora, mais essa. O time vai treinar no Teixeirão, o rival da cidade.... O que diria disso os saudosos Anísio Haddad e Ulisses Cury? É, infelizmente não vemos mais dirigentes que se dedicam ao clube, como no passado. Até quando vamos esperar que se define esse impasse todo?

Renan Pugini Corrêa, Rio Preto

Fundo eleitoral

Infelizmente, parece que tragédias causadas pelas chuvas de verão já viraram rotina para os brasileiros. Centenas de famílias desalojadas, que em apenas algumas horas perderam o que conseguiram construir em anos. Na Bahia, pelo menos 20 pessoas perderam a vida e mais de 31 mil estão desabrigados e outros 31 mil encontram-se desalojados. Ainda mais recente, Minas Gerais também sofre com as chuvas, mais de 138 cidades mineiras estão em estado de emergência e nos primeiros 10 dias do ano, 6 óbitos já haviam sido registrados.

Essas famílias precisam de amparo urgente. Alguns argumentam que faltam verbas para ajudar vítimas de desastres naturais, mas os políticos são os primeiros a esquecerem o significado da palavra altruísmo nessas situações. Senhores políticos, os mais de R$ 5 bilhões destinados ao fundo eleitoral é dinheiro do povo brasileiro, ao invés de destinar para campanhas e diversas outras firulas eleitorais, por que não devolver parte desse montante para as vítimas dessas tragédias?

E não podemos esquecer de mencionar as emendas de relator, que em dezembro de 2021, poucos dias antes da tragédia na Bahia, aprovou um parecer preliminar do Orçamento de 2022 em que R$ 16 bilhões seriam destinados a essas emendas. Com todo esse dinheiro, se fosse revertido para as famílias desabrigadas e desalojadas, daria para recuperar muito do que foi perdido nas chuvas.

A situação atual é muito crítica. E com todo o respeito aos senhores deputados e senadores, é uma vergonha que vossas excelências não participem de ações e nem tenham ideias para liberar a maior quantidade de verba possível para o auxílio dessas vítimas.

Isso é uma afronta e um tapa na cara do povo brasileiro. Sem mencionar que a pandemia ainda não acabou e o número de casos voltou a subir, muitas pessoas perderam o emprego durante a crise, diversas famílias perderam seus provedores. Diante de tragédias como essas, é difícil se reerguer. É um absurdo que quem foi eleito para nos representar pouco faz pelo povo.

Antonio Tuccilio - presidente da Confederação Nacional dos Servidores Públicos (CNSP)

Aglomerações

Está bem, vamos evitar aglomeração em lojas, supermercados, e outros mais estabelecimentos, como pede o secretário de Saúde de Rio Preto, Aldenis Borim. Aí, você vai no posto saúde e fica quase 12 horas com um monte de gente, uma do lado da outra, porque não tem onde ficar. Depois pega o ônibus, dá uma voltinha pelas linhas da cidade e em algumas vai precisar ir na escada, pois não tem espaço dentro do ônibus para se locomover. Complicado, não acha?

Maysa Reis Guimarães Queiroz – via Facebook

 
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