SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SEXTA-FEIRA, 03 DE DEZEMBRO DE 2021
CARTAS DO LEITOR

Carteira cheia

Publicado em 13/10/2021 às 22:33Atualizado em 13/10/2021 às 22:38

Já ouvi muitos relatos acerca do meu progenitor, Leonardo Gomes. Ainda que não tenha sido um homem absoluto, foi um grande cidadão rio-pretense, como bem descreveu o abalizado jornalista José Luís Rey, em sua resenha publicada neste periódico, na data do último 10 de outubro.

Todavia, o cronista relata fatos da existência do noticiarista que me deixaram intrigados.

Meio a tantos contos alusivos à sua trajetória de vida, jamais ouvi dizer que o alinhado Leonardo Gomes fosse sovina. Tão pouco, que portasse consigo uma carteira cheia, outra vazia.

Dono de singular fidalguia, o imigrante espanhol, com feito acadêmico em Jornalismo pela renomada universidade lusitana de Coimbra, certa vez recebeu a incumbência de conduzir, em seu Cadillac conversível, o então presidente da República João Goulart, em passagem pela cidade.

Em distinto feito, aguerriu-se e juntamente com outros insignes munícipes, pôs-se em marcha para o Rio de Janeiro, Capital Federal à época, designado a impedir que dessem o nome de Iboruna a Rio Preto.

As descrições são tantas que certamente iria exaurir o leitor, caso me debruçasse sobre elas. Contudo, permanece em mim o anseio de conhecer a origem do enredo da “carteira cheia, carteira vazia”.

Fernando Costantini Gomes, Rio Preto

STF

E o poste continua fazendo xixi no cachorro e o duplo padrão fica evidente nas decisões do STF. Nessa última semana o ministro do STF, Ricardo Lewandowski, negou pedido dos senadores Jorge Kajuru e Alessandro Vieira para obrigar o senador David Alcolumbre, presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, a marcar a sabatina de André Mendonça, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para ocupar uma vaga no STF, lembrando que a indicação já foi feita há 3 meses atrás e até agora a sabatina não foi agendada, algo inédito na indicação para o STF.

A alegação do ministro Lewandowski para negar o pedido foi de que esse é um assunto interno do Senado Federal e que não cabe a intervenção do Judiciário.

O duplo padrão do STF fica evidente na decisão do ministro Luís Roberto Barroso que em uma canetada obrigou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, a abrir a CPI da Pandemia, numa clara intervenção no poder legislativo já que essa decisão também era uma decisão interna do Senado.

Sugiro ao presidente Bolsonaro que devolva para o STF o exemplar da Constituição Federal com o qual ele foi presenteado em sua posse pela ministra, Rosa Weber, pois dá a impressão que o STF ficou sem nenhum exemplar da Constituição Federal, já que depois da posse do Bolsonaro as decisões do STF já não seguem mais a nossa carta magna e sim as conveniências políticas.

Qualquer brasileiro com mais de dois neurônios já percebeu que o sistema é f...!

Miguel Freddi, Rio Preto

Custo de vida

Não se constitui em novidade para a maioria absoluta dos brasileiros a inflação, que provocou um aumento dos mais acentuados no custo de vida, estando dentro desse contexto os idosos. Uma situação que gera preocupação, pois grande parte dessa parcela da população é responsável pelo orçamento doméstico de suas famílias.

Quem se dirige aos estabelecimentos comerciais acaba levando um susto em tudo o que compreende a refeição básica como arroz, feijão, óleo de soja e carne, que tiveram um aumento significativo nos preços. Isso vai tomando dimensão a cada dia que se sucede com a queda desenfreada do poder de compra.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nos últimos doze meses a inflação ficou em 3,14%, mas para a terceira idade ensejou esse expediente em 4%, ou seja, os preços de produtos e serviços para idosos tiveram um ritmo mais acentuado quando comparado ao da população em geral.

A piora nas condições de vida da sociedade brasileira segue em ritmo acelerado e as pressões constituídas pela inflação provocam sensivelmente a baixa renda de uma boa parte da população. Além disso, não consegue se compor com o enfrentamento da oscilação de preços e os dias que virão tendem a se tornar sombrios, principalmente à classe de baixa renda e aos menos favorecidos pela sorte.

O governo tenta se ausentar, mas tem responsabilidade pela inflação crescente e faz com que os pobres fiquem cada vez mais pobres sem ter o que pôr à mesa em matéria de alimentação básica, já que o problema inflacionário no país é considerado o mais alto registrado no ano em curso.

Enfim, o fenômeno inflação segue afetando o poder de compra da população, isto é, daquela com poder aquisitivo limitado e que respinga na própria recuperação da economia. Além desse aspecto, a elevação dos preços dos alimentos, dos combustíveis e do gás de cozinha, além da própria crise hídrica, são os fatos que se constituem na situação em que se encontra o Brasil.

Alessio Canonice, Ibirá

Moção de aplauso

Lamentável, como sempre, a proposta de moção de aplauso solicitada pelo (nem tão) excelentíssimo vereador Jorge Menezes a Luciano Hang, dono da Havan. Isso é uma vergonha, como diria Boris Casoy. Isso é aplaudir o negacionismo, a mentira e, indiretamente, a morte (mais de 600.000) de brasileiros por Covid. Este senhor não prestou nenhum serviço que presta ao povo brasileiro. E vereador nenhum tem que escancarar suas preferências políticas, não é pra isso que foram eleitos. Eu proponho uma vaia pra esse senhor da Havan e outra pra esse vereador.

José Edgard R. Júnior, Rio Preto

Armas

Sobre o fato do presidente Jair Bolsonaro manter incentivo às armas, além de já contrariar a ciência e a medicina no que tange ao combate à pandemia da Covid, agora ele também quer contrariar a opinião de especialistas em segurança pública e sugerir que haja o armamento da população. O problema é que ele "ainda encontra" pessoas que apoiam suas teses.

Claudio Ventura de Lima – via Facebook

 
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