SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SEXTA-FEIRA, 22 DE OUTUBRO DE 2021
ARTIGO

ESG e as cidades

A Cidade que Queremos - Instituto Tri, para o Circuito Urbano 2021 do ONU Habitat

Ceci Caprio
Publicado em 13/10/2021 às 22:34Atualizado em 13/10/2021 às 22:40
Ceci Caprio

Ceci Caprio

O ESG, tão falado no mundo corporativo, que em inglês é Environment, Social and Governance e em português, ASG, meio ambiente, social e governança, essencialmente é o incremento, no conceito de sustentabilidade, na questão econômica não mais vista somente como financeira, monetária, mas também, embasada em transparência, ética, equidade e responsabilidade corporativa. ESG é um avanço ou evolução de sustentabilidade na economia e aconteceu diante de vários desafios que o planeta tem enfrentado. No mundo globalizado, não é mais possível dizer que pandemias, desastres naturais, mudanças climáticas, acontecem apenas para determinados povos. Temos passado por acontecimentos que socializaram os desafios. Assim, chegamos ao ESG, que procura, mais do que deixar um planeta habitável para as futuras gerações, garantir boa e justa convivência para a população atual, garantindo nosso planeta. Essa é a evolução do mercado para nossa sobrevivência.

As cidades são o meio onde as empresas estão inseridas, e o que tem sido feito para acompanhar essa evolução e com qual velocidade? Como resultado da Cúpula Rio+20, a ONU propôs a Agenda 2030 – ODS, Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis, para nortear o planejamento e desenvolvimento dos territórios, com uma indicação bastante especial de parcerias pelas metas, nas quais devem trabalhar juntos: nações, governos, organizações da sociedade civil, empresas e cidadãos.

Nossa legislação tem buscado inovações. A nova Lei de Licitações, está mais propícia às parcerias e às ações conjuntas com a sociedade civil e empresas. É mais que necessário que nossas cidades também se comprometam com a inovação, com o planejamento voltado para a melhor utilização dos recursos e com a justiça social tão almejada.

As grandes empresas multinacionais criam suas fundações e, por meio delas, promovem programas e ações ambientais e sociais que pactuam com o ESG. Mas, e as pequenas e médias empresas? O poder público tem todo o espaço para exercer seu protagonismo e dar condições para todos ajudarem a ter e manter uma cidade mais sustentável e saudável. Temos energia limpa, contudo, com os efeitos das mudanças climáticas e os vários usos da água, precisamos pensar em alternativas. Nosso país é privilegiado quanto ao sol. Mas quais prédios públicos em nossas cidades são autossustentáveis com relação à energia? Tendo fontes próprias de energia, teríamos mais habitações saudáveis e dignas. Somos um país de grande extensão e quantos parques e áreas públicas recuperados com vegetação nativa para educação e lazer nossas cidades contemplam? Poderíamos ter mais espaços para a prática de esportes e convívio com a natureza, proporcionando mais saúde à população. O saneamento é viável, mesmo em locais mais afastados. Com isso, teríamos um menor índice de doenças relacionadas à falta de água e esgotos tratados.

Somos muito abençoados com valores e recursos, e junto com o Instituto Tri e a ONU Habitat, no Circuito Urbano: “Como tornar a vida nas cidades melhor para todas e todos?” os convido a pensar sobre nosso papel na sociedade e como podemos como cidadãos, empresas, poder público, organizações da sociedade civil, fazer de nossa cidade cada dia mais sustentável e saudável.

Ceci Caprio, Engenheira civil especializada em Engenharia Urbana pela UFSCar; pós-graduada em Gestão Empresarial pela FGV e pós-graduada em Gestão Pública pelo Insper. Painelista convidada pelo Instituto Tri para “A Cidade que Queremos” - Circuito Urbano 2021 do ONU-Habitat

 
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