SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SEXTA-FEIRA, 19 DE AGOSTO DE 2022
ARTIGO

Educação e política

Educação, na sua essência, por si só já é um ato político e apartidário

Luciano Bissóli
Publicado em 05/08/2022 às 23:35Atualizado em 06/08/2022 às 00:33
Luciano Bissóli (Divulgação)

Luciano Bissóli (Divulgação)

Primeiramente, para darmos início à nossa conversa, definamos o que significa o termo “educação” em sua essência: ela é considerada pelos estudiosos desde a sua raiz como sendo aquela capaz de instruir e de provocar o disciplinamento, levar a hábitos que conduzem à polidez, ao asseveramento de costumes e tradições de uma comunidade que culmina na transmissão de uma geração para outra na expectativa que a mesma dê continuidade a todo este processo ao longo do tempo.

Daí surge uma pergunta: se a educação é responsável por garantir todos os hábitos de transmissão cultural de uma geração para outra de forma constante, qual seria então o resultado de sua má aplicação dentro do contexto social? Frustração? Agonia?

Sim, sua má aplicação e seu desenvolvimento incorreto na sociedade acarretará um pouquinho de todos os questionamentos acima.

Educação tem a ver com transmissão de conhecimento e, se o mesmo não é feito com o rigor que deve, produziremos uma educação doente socialmente, dado que somente um processo educativo de qualidade embasado em suas peculiaridades será capaz de produzir bons frutos que germinarão por toda parte que o “vento” os levar.

Para tanto, precisa-se urgentemente de investimentos adequados, mão de obra bem treinada, bem remunerada para que se possa vender um produto de qualidade socialmente falando e que de fato terá a incumbência de transformar a realidade na qual cada um encontra-se inserido. Sem este olhar clínico dos seguimentos governamentais, jamais chegaremos no objetivo almejado, ou seja, em lugar algum.

Por certo que passamos e ainda estamos passando por tempestades que não esperávamos, mas, como todo mar revolto, os tripulantes da educação estiveram preparados para surfarem nas ondas impostas a eles? A resposta pode ser dada como “Sim” e como “Não”. Na parte do “sim”, enfrentaram com esmero e dedicação dentro daquilo que poderiam fazer no momento, e, no que tange à parte do “não”, faltou implementação de tecnologias e subsídios ao nível de Estado que garantissem que o barco não naufragasse por completo, deixando a proa fora d’água.

Percebam que o texto sempre tem como pano de fundo o campo educativo, mesmo que de forma figurada, porque é dela (Educação) a responsabilidade de promover todas as técnicas necessárias para que o barco jamais afunde.

Mas qual o ponto comum entre Educação com a Política? Estão intimamente relacionadas, e não nos referimos aqui a uma sentença partidária que carrega a bandeira do partido X ou do partido Y. Não se trata disso! Educação, na sua essência, por si só já é um ato político e apartidário.

Política educacional tem a sua função bem definida: formar cidadãos cônscios dos seus direitos e deveres perante a sociedade que está inserida de uma forma que esta produza bons frutos, por onde que a semente vá germinar.

A educação aliada à política dentro da seara escolar não deve restringir- se apenas aos discursos. Ela deve ser colocada em prática, direcionando todos os esforços necessários em sua direção para que esta possa ter as condições necessárias de concretizar a sua missão: mudar contextos e criar oportunidades, pois, segundo Chaplin, “o valor dos grandes homens está na nobreza de seus ideais”, e isso quem poderá fomentar e implantar será somente a Educação.

Luciano Bissóli, Diretor de Escola no município de Paulo de Faria (SP)

 
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