Velha política
Quem ousa contribuir tecnicamente com uma secretaria se sente ameaçado

Nada muda no cenário de São José do Rio Preto. Continuamos sem perspectiva de progresso. As emendas não executadas no tempo prometido e sempre existe uma justificativa para tudo, enquanto a população, que busca seu sustento no comércio e nas poucas indústrias, continua esperando resultados.
No empreendedorismo, está cada vez mais difícil gerar emprego e renda. A elevada carga tributária, a inflação, a burocracia e a economia fazem o empresário desistir, sobre o risco iminente do fracasso.
A vacância dos imóveis, falta de zelo com a região central e nos bairros periféricos fazem repensar a coragem do empreendedor, que insiste em buscar protagonismo para gerar desenvolvimento por meio de sua ousadia.
Juros altos, carga tributária, custo elevado da mão de obra, consumo em baixa e perda do poder aquisitivo geram mais pobreza, menor desenvolvimento e maior dependência das políticas públicas. É triste ver uma população endividada, muitas famílias sem renda e dependentes de programas sociais.
Enquanto isso, a prefeitura deixa de cumprir promessas, entra em conflitos constantes com a população, aumentando a insegurança e fazendo crescer o desejo por uma renovação política.
Cadê o protagonismo de nossa cidade?
As narrativas giram em torno de emendas, novos empréstimos e projetos para novas despesas. Fica a dúvida: valeu a pena alterar a PGV com uso de IA e impor um reajuste de exatos 20% no IPTU?
A conta não fecha. As contas continuam em aberto, a população segue cada vez mais à deriva, endividada e descrente.
Qual é a sua opinião?
Falta dinheiro, gestão, projetos ou vamos recorrer às PPPs para resolver tudo?
Estou indignado com este caminho. Hoje parece que ou você apoia a administração ou passa a ser visto como alguém contrário ao desenvolvimento da cidade.
Quem ousa contribuir tecnicamente com uma secretaria se sente ameaçado, como se experiência e capacidade deixassem de ser critérios.
Muitas lideranças preferem preservar seus interesses. O contrário disso são projetos enviados à Câmara que geram conflitos, fortalecem as páginas de notícias e transformam o Legislativo em palco de confrontos, sem ouvir ninguém.
Ainda em tempos de Copa, frustraram-se as poucas alegrias diante do cenário político local. Pena que o projeto Smart Rio Preto pareça enxergar apenas a cidade por fora, sem compreender a realidade vivida por seus cidadãos e o retrocesso que muitos percebem.
Rogério Gardiano
Empresário e Executivo Comercial