EDITORIAL

Vacinar é um dever cívico

Vem aí a campanha de vacinação contra a gripe. Defender a vacinação é, em última instância, defender a vida, a ciência e a responsabilidade coletiva

por Da Redação
Publicação em 26/03/2026
Editorial (Divulgação)
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A vacinação é uma das maiores conquistas da humanidade. Fruto direto do avanço científico, a vacina transformou a história ao prevenir doenças, salvar milhões de vidas e ampliar a expectativa de vida em escala global. Em tempos de desinformação e negacionismo, reafirmar essa importância é mais do que necessário: é um dever cívico.

Nesta quinta, dia 26, Rio Preto inicia a adesão à campanha nacional de vacinação contra a gripe, seguindo com a programação inclusive no sábado, mobilizando a população para uma ação essencial de saúde pública. Trata-se de uma oportunidade concreta de proteção individual e coletiva, especialmente para os grupos mais vulneráveis, como idosos, gestantes e crianças.

A estratégia de seguir com a campanha no sábado, aliada à ação “Sábado com Saúde”, revela sensibilidade às dificuldades cotidianas da população. Ao integrar vacinação com consultas e outros atendimentos, amplia-se o alcance da iniciativa e reforça-se a ideia de cuidado integral.

Os números reforçam o alerta. Apenas no ano passado, Rio Preto registrou 281 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave por influenza e 35 mortes. Já em 2025, há confirmação de um caso de Influenza A H3N2. Esses dados não são abstrações: representam vidas interrompidas, famílias afetadas, um custo social e humano que poderia ser significativamente reduzido com a adesão à vacinação.

A vacina contra a influenza é atualizada anualmente para enfrentar as variantes em circulação, como os vírus Influenza A (H1N1 e H3N2) e Influenza B. Trata-se de tecnologia consolidada, segura e amplamente testada.

É preciso ser claro: o negacionismo não é uma opinião inofensiva. Ele corrói a confiança nas instituições, fragiliza políticas públicas e expõe a população a riscos evitáveis. Combater a desinformação é parte integrante da promoção da saúde.

A meta de vacinar 90% dos grupos prioritários em Rio Preto (cerca de 37 mil crianças, mais de 91 mil idosos e 3,8 mil gestantes) não é um número arbitrário. Trata-se de um patamar necessário para garantir proteção coletiva e reduzir a circulação do vírus. Cada pessoa vacinada contribui para um escudo social que protege também aqueles que, por alguma razão, não podem se imunizar.

Defender a vacinação é, em última instância, defender a vida, a ciência e a responsabilidade coletiva. É reafirmar valores iluministas em um mundo que, por vezes, parece flertar perigosamente com a irracionalidade.