Tiros no pé

Já deixo claro que não votei no atual prefeito. Como bolsonarista, "raiz" ou não, está distante do que desejo como político. Porém, reconheço a derrota, previsível. Rio Preto e região são notoriamente conservadores, como de resto o interior de São Paulo, salvo exceções com diferentes histórias políticas.
Esperava, no entanto, que o atual prefeito desse soluções aos problemas que aparecem naturalmente à principal autoridade do poder executivo. O que eu vejo? Tiros nos próprios pés e decisões que assustam por falta de traquejo.
Ainda que com maioria na Câmara, os contratempos surgem gratuitamente. O prefeito e assessores parecem um grupo de principiantes descobrindo, deslumbrados, o sabor do poder.
O caso "Casa Branca", por exemplo, chega a assustar por falta de discernimento mínimo dos autores. Ingenuidade de não imaginar que o fato de grande dimensão, administrativa e financeira, com decisões estranhas e inexplicáveis à luz da razoabilidade, não teria repercussão em toda a sociedade. No caso, deveremos esperar o veredicto da Justiça.
Enquanto isso, que a cidade retome o seu desenvolvimento, superando as dificuldades.
Luiz Melo, Rio Preto
GCM-1
Sobre a notícia "MP questiona na Justiça gratificações para agentes da Guarda Municipal de Rio Preto", o MP-SP virou motivo de vergonha e chacota. Eles podem ganhar 70, 80, 90 mil por mês porque são especiais, seus filhos e mulheres merecem mais e melhor do que os GCMs que colocam suas vidas em risco todos os dias. Eles se acham seres superiores, salários acima do teto constitucional e vários outros penduricalhos, para eles, podem; já para o GCM ganhar 20% de periculosidade é crime. Veja onde chegamos.
Gilson Souza de Oliveira, via Instagram
GCM-2
A atividade de risco é intrínseca à profissão, já está subentendida. Não faz sentido ter um adicional a mais, ainda mais genérico desse jeito.
Rafael Nynorsk, via Instagram