RIO PRETO E AMÉRICA NA SELEÇÃO
Em tempos de Copa do Mundo, sempre vale a pena ver de novo: os nossos craques que vestiram a Amarelinha do Brasil

O futebol sempre despertou grande paixão entre os rio-pretenses. Em 1919, foi fundado o Rio Preto Esporte Clube, o primeiro clube profissional da cidade. Mais tarde, em 1946, surgiria o América Futebol Clube. A ligação de Rio Preto com a Seleção Brasileira remonta à década de 1930.
Dois jogadores que passaram pelo Rio Preto participaram da Copa do Mundo de 1938, na França. O volante Argemiro, que defendeu o clube entre 1931 e 1935, integrou a Seleção atuando pela Portuguesa Santista. Já Zeca Lopes, destaque do Batatais, vestiu a camisa do Rio Preto em partidas amistosas especiais.
“Mandavam buscá-lo em Batatais para jogos importantes”, recorda o professor e historiador Agostinho Brandi. Depois passou pelo Comercial de Ribeirão Preto e Corinthians, em1937.
Outro foi Ronaldão. Revelado pelo Rio Preto e zagueiro do clube entre 1983 e 1985, ele integrou o elenco campeão mundial da Copa de 1994, nos Estados Unidos, quando defendia o São Paulo.
O Rio Preto também teve participação indireta na Seleção por meio de seus treinadores. Carlos Alberto Silva, que comandou o clube na década de 1970, assumiu a Seleção entre 1987 e 1988. Sob seu comando, o Brasil conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis.
O América também contribuiu com a equipe nacional. Adamastor, Ambrósio e Dirceu (os três com passagens pelo Rio Preto) defenderam a Seleção Brasileira no Campeonato Sul-Americano de 1962, em Lima, no Peru.
O Brasil sagrou-se campeão da competição. Entre os grandes nomes revelados pelo América está Mirandinha. Iniciando sua trajetória no clube no final da década de 1960, o atacante brilhou posteriormente no Corinthians e no São Paulo, desempenho que lhe garantiu convocação para a Copa do Mundo de 1974, na Alemanha Ocidental.
“Joguei quatro partidas naquela Copa e, apesar do resultado final, tirei muito proveito da experiência. Afinal, vestir a camisa da Seleção é o sonho de qualquer jogador, e eu consegui realizar esse sonho”, relembra Mirandinha.
Em sua primeira partida em Rio Preto após o Mundial, em novembro de 1974, sofreu uma grave lesão: fratura dupla de tíbia e perônio da perna esquerda. Foram sete cirurgias e dois anos e meio afastado dos gramados.
Outro destaque foi o ponta Marinho, um dos maiores ídolos do América nas décadas de 1970 e 1980. Atuando pelo Bangu, esteve muito próximo de integrar a Seleção na Copa de 1982, na Espanha, mas acabou cortado na fase final da preparação.