Diário da Região
RIO PRETO EM FOCO

MEUS ÍDOLOS AINDA SÃO OS MESMOS...

Trago aqui alguns de meus ídolos nas áreas de história, jornalismo e audiovisual

por Fernando Marques
Publicado há 3 horas
Os historiadores Fernando Marques, Rui Guimarães, Agostinho Brandi e Lelé Arantes no Mercadão (Acervo Fernando Marques)
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Os historiadores Fernando Marques, Rui Guimarães, Agostinho Brandi e Lelé Arantes no Mercadão (Acervo Fernando Marques)
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Em 5 de fevereiro de 2017, nossa coluna Rio Preto em Foco estreava aos domingos no Diário da Região. Já são oito anos interruptos e mais de 400 colunas mostrando, principalmente, as mudanças arquitetônicas da cidade e região, sua gente, seus personagens e seus causos, que ajudaram a contar e fazer a história da cidade por muitas décadas.

Sempre ilustradas com fotos históricas, registradas pelos nossos maiores fotógrafos e outras, extraídas de livros, revistas e jornais, a coluna acabou virando livro, lançado em 2023, pela editora Ponto Z, do jornalista e livreiro Edmílson Zanetti.

Falando em Zanetti, é bom lembrar que foi ele o responsável pela minha entrada no jornalismo. Ele era o editor-chefe do Jornal Bom Dia e me convidou, despretensiosamente, para fazer a coluna “Quem Foi” mostrando alguns de nossos grandes personagens de nossa história. Acabei fazendo duas colunas. A outra chama-se “De Sola”. Devo muito a ele.

Nesta coluna, quero apontar alguns de meus ídolos na área de história, jornalismo e audiovisual. Da história, tenho como referências o historiador e professor Agostinho Brandi, o pesquisador, historiador e livreiro Lelé Arantes e a professora e historiadora Nilce Lodi. É neles que me espelho, até hoje.

Do áudio visual, o incrível Sylvio Calabrezzi, que comandou por mais de três décadas a sua companhia de documentários Cometa Filmes, tendo como cinegrafistas Alcides Inocente e Betty, este também uma das minhas grandes influências. Na área jornalística, tenho como inspiradores os inesquecíveis irmãos Muanis, Adib e Rubens, verdadeiras lendas no nosso rádio e jornalismo, José Luís Rey, um craque como poucos, que ainda nos brinda com suas deliciosas crônicas aos domingos, no Diário da Região e Walter do Valle. Ah! E o amigo Júlio Cezar Garcia, que sempre estava pronto para me dar dicas importantes. Um gigante.

Fechando a série, o fotógrafo Jaime Colagiovanni, o qual tive o privilégio de herdar o seu acervo de aproximadamente cem mil negativos, além das latas de filmes da sua companhia de documentários “Jotacê Filmes”, em sociedade com Amaury Júnior; o inesquecível fotógrafo e amigo Edson Baffi, que me ensinou a ter um grande amor pelas coisas da cidade, sua arquitetura, sua gente, sua história; o memorialista esportivo Rui Guimarães, que foi o primeiro que me fez pegar gosto pelas fotos antigas, no atelier de pintura do saudoso Élio Calhado, na rua Benjamin.

Na literatura, Dinorath do Valle e Romildo Sant’Anna, que não precisam de apresentação. Ambos são Prêmio “Casa de Las Américas”, Havana, Cuba. Precisa mais?