RIO PRETO EM FOCO

GRUPO REALEJO – 45 ANOS

Show no Sesc Rio Preto revisita a trajetória do trio formado por Lory, Benê Ferreira e César Meneghette, com convidados que acompanham o grupo desde os primeiros discos

por Fernando Marques
Publicado há 2 horas
Zé Luis, César, Benê, Luiz Jardim e Lory em Penápolís, no ano  de 1985 (Acervo Grupo Realejo)
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Zé Luis, César, Benê, Luiz Jardim e Lory em Penápolís, no ano de 1985 (Acervo Grupo Realejo)
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O Grupo Realejo, trio musical de Rio Preto, formado por Lory e Benê Ferreira (não são parentes), nos violões e vozes, e César Meneghette, percussão e voz, está celebrando quatro décadas e meia de existência com o espetáculo “Realejo: 45 anos - Linha do Tempo”.

O show, que acontecerá nos dias 21 de março, às 20 horas e 22 de março, às 18 horas, no Anfiteatro do SESC Rio Preto será recheado de convidados. E vai ter gente participando que está com eles há muitas décadas, como o tecladista Luiz Jardim, o baixista João Pazzini, e o multi-instrumentista Érico Ferreira (outro Ferreira não parente), que estão no primeiro disco do grupo “Sonho de Adulto”, de 1984, gravado no Estúdio CVE, de Penápolis, com a participação de Zé Luiz, tumbadora; Andréa Ribeiro, voz; Oswaldir Castro, Sax Alto e Zé do Rancho, viola; com a produção executiva de Ataíde Farias.

O disco é, simplesmente, um marco na música autoral da cidade. Até aí, só tínhamos o compacto simples “Moleque da Mãe”, de Vicente Serroni, de 1982. No entanto, o Realejo o pioneiro nos LPs. Na sequência, o grupo gravou seu segundo LP, “Anjo”, de 1985, também no Estúdio CVE, que além de Lory, Benê, César, Luiz Jardim e Zé Luiz contou com a participação de Ricardo Vendramini, sax; Joel Calvo, voz e vocal; Fernanda Maia, voz e vocal e Jônei Rodrigues, baixo, violão e vocal; com a produção artística de Romildo Sant’Anna. Ah! E parcerias com poetas da região, como Mauro Rueda, Romildo Sant’Anna, Sidnei Olívio e o carioca Pedro Jônathas.

“O grupo construiu sua identidade artística a partir de canções autorais que dialogam com o universo da música popular brasileira, com influências da música mineira, da valsa e das tradições do cancioneiro paulista caipira, diz Pedro Ganga, produtor do espetáculo, que contará com os músicos Luiz Jardim, teclado; João Pazzini, contrabaixo; Hamilton Thomé, bateria; Rogério Siri, flauta, sax e gaita e Erico Ferreira, charango e viola; além de participações especiais de Sérgio Rufino e Miltinho Ediberto.

“Mais do que um show comemorativo, Linha do Tempo é um manifesto artístico. O repertório percorre diferentes fases da banda, entre composições que falam da infância, das escolhas da vida adulta, das alegrias simples e das reflexões sobre igualdade, justiça e paz”, diz Ganga. E o público canta junto! Quem não conhece “Navegador”, “Sonho de Adulto”, “Asa”, “Velhas Canções” e “Faltando Alguém”? Aliás, “Faltando Alguém” já fez toda plateia chorar, no mesmo Sesc, em 1993, no espetáculo “Rio-Plateia Desvairada”, também dirigida por Pedro Ganga.

Eles adentraram pela plateia, cantando a música à capela, enquanto o telão mostrava muitos rio-pretenses que se foram pela Aids. Emocionante. Parabéns!