Coluna relembra as primeiras empresas de transporte intermunicipal em Rio Preto
Do primeiro automóvel que circulou em Rio Preto em 1919 à Estação Rodoviária de 1973

Segundo registros, em 1919, o primeiro automóvel de propriedade de um rio-pretense, o comerciante Nagib Gabriel, percorreu nossas ruas pela primeira vez. Em 1920, já se viam inúmeros carros trafegando pelas ruas, que ainda eram de terra. Segundo o “Álbum Illustrado da Comarca de Rio Preto”, de 1927–1929, já no início da década de 1920 a cidade possuía vários pontos de táxis, entre eles o “Ponto Rio Preto” e o “Ponto Central”, na rua Bernardino de Campos; o “Ponto Ideal”, na rua Prudente de Moraes, de frente para o Terminus Hotel, o “Ponto dos Viajantes”, na rua Sete de Setembro (hoje Delegado Pinto de Toledo), em frente ao Eden Parque (Hoje Banco Santander); e um de frente para a Praça Dom José Marcondes.
O pioneiro no transporte de passageiros e na construção de estradas na região de Rio Preto foi o empresário Feliciano Salles Cunha. Em 1924 ele fundou em Rio Preto a “Companhia de Melhoramentos Rio Preto”, na rua General Glicério.
Ali foi considerada a primeira rodoviária de Rio Preto. A empresa tinha 150 veículos, dos quais 55 viajavam todos os dias partindo de Rio Preto para 40 localidades. Em 1936, a empresa circulou o primeiro “ônibus” urbano de transporte da cidade.
Outro pioneiro foi João Tremura e sua jardineira, que saia de Rio Preto até a cidade de Olímpia. Na década de 1940, outra jardineira começou a fazer o trajeto de Rio Preto, Mirassol, Bálsamo, Tanabi, Cosmorama. No final da mesma década já tínhamos a linha Nova Granada, Icém, Onda Verde e Palestina; para Cedral, Uchôa, Potirendaba; a empresa São José, para Cardoso; e a Viação Aprazível Paulista, para a região de Monte Aprazível, entre tantas. Em 1972 foi fundada a Viação São Raphael.
“Há mais de 50 linhas de ônibus, que ligam Rio Preto a inúmeras localidades de toda zona circunvizinha, mas é sempre penoso trabalho descobrir quais as jardineiras de determinada linha e seus horários, preços e outras indicações”, diz a matéria do jornal “A Notícia”.
Naquela época, a cidade não tinha uma rodoviária de verdade e os ônibus e jardineiras saiam e chegavam na praça Dom José Marcondes, onde não havia instalações sanitárias, nem água, nem sombra, nem sequer banco.
Quando chovia então era um Deus nos acuda. Muitos usavam os banheiros da saudosa Salada Paulista, que ficava na rua Bernardino, de frente para a praça.
Posteriormente, os ônibus intermunicipais passaram a chegar e partir na Praça Paul Harris, ao lado da Estação da EFA, sem nenhum conforto. Somente em 26 de janeiro de 1973, na primeira gestão do prefeito Adail Vettorazzo, que a tão sonhada Estação Rodoviária, batizada com o nome do governador Laudo Natel foi inaugurada. Ufa!