15 ANOS SEM EDSON BAFFI
Ele deixou uma vasta obra, importantíssima, sobre a arquitetura, política e o modus operandi de nossa gente, e trabalhou incessantemente até perto de sua despedida. Seu acervo é imprescindível para a história da cidade

Dia 23 de fevereiro de 2026 completa 15 anos que Rio Preto perdeu uma de suas maiores referências: o repórter fotográfico Edson Baffi. Nascido em Ibirá, em 15 de janeiro de 1952 e falecido em Rio Preto, em 23 de fevereiro de 2011, Baffi deixou uma vasta obra importantíssima sobre a arquitetura, política e o modus operandi de nossos moradores ilustres e desconhecidos.
Seu acervo é imprescindível para a história da cidade, que foi iniciada pelos Irmãos Demonte, na década de 1920, sendo os responsáveis pelas 1054 fotos do “Álbum Illustrado da Comarca de Rio Preto – 1927 – 1929”, o alemão Otto Wiermman, na década de 1930 e 1940, Antônio Aguillar, Joaquim Portela Santos (Quim-quim) e Lauro Pietsch décadas de 1940 e 1950, e Jaime Colagiovanni, décadas de 1950 a 1990.
Tiivemos, é claro, muitos outros ótimos fotógrafos, mas estes se dedicaram a fotografar a cidade e sua gente, gastando filmes do próprio bolso. Hoje temos como referência o grande Toninho Cury, um verdadeiro cronista fotográfico. Baffi fez cobertura fotográfica das administrações municipais de Adail Vettorazzo (segundo mandato), Roberto Lopes de Souza, Toninho Figueiredo e Liberato Caboclo.
Seus cliques estamparam as páginas dos jornais A Notícia, Folha de Rio Preto Jornal dos Bairros, Jornal 7Dias, The Journal, O Grande Eldorado, A Voz do Povo e Rio Preto News. Foi ainda freelance dos jornais Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo e Gazeta Esportiva, além da Revista Veja e Revista O Cruzeiro.
Mas, nada se compara ao amor que ele tinha ao fotografar a cidade que adotou, independente se a foto seria publicada ou não. Quem se esquece da sua sequência de fotos que fez da tão contestada derrubada da velha Catedral de São José? Baffi, junto com Jaime Colagiovanni, ficou ali por dias como testemunha ocular da maior insensatez de nossa história.
São fotos muito tristes, mas definitivas sobre o episódio. Ninguém fez melhor do que ele. É bom lembrar que os fotógrafos nessa época viviam de seu trabalho, e muitos tinham que manter seus estúdios fotográficos, que hoje viraram coisa rara na cidade.
E trabalhou incessantemente até perto de sua morte! Ele realizou sua última exposição em 2010, no Rio Preto Shopping Center. Depois de sua morte, Baffi ganhou dois espaços com seu nome: um no Mercadão Municipal (entrada da rua Antonio de Godoy) e outro no térreo da Câmara Municipal. Uma grande justiça para quem tanto trabalhou pela cidade de Rio preto.
Ah. E teve mais! Hoje dá nome ao bairro Residencial Nova Vida, na Estrada Municipal Valdomiro Lopes. Merecido.