Comece hoje pagando a partir de R$5/mês no plano mensal
Proteja-se

Revolução Constitucionalista

Os acontecimentos de 1932 impulsionaram em São Paulo um amplo movimento de mobilização cívica, que culminou na deflagração da Revolução

por Seção de Comunicação Social do Comando de Policiamento do Interior-5
Publicado em 04/07/2026 às 00:03
Revolução Constitucionalista (Lézio Jr.)
Galeria
Revolução Constitucionalista (Lézio Jr.)
Ouvir matéria

Na próxima semana será comemorado o 9 de Julho, data que rememora a Revolução Constitucionalista de 1932. Nesse dia, o Estado de São Paulo levantou-se em defesa da ordem constitucional, em oposição ao governo federal então vigente.

O dia 23 de maio de 1932 ficou marcado por um episódio de profundo significado cívico e simbólico. Naquela ocasião, durante uma manifestação realizada na Praça da República, na capital paulista, os jovens Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo perderam a vida em meio às reivindicações pela convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte e pela restauração da ordem constitucional no país.

Desse acontecimento surgiu a sigla MMDC, formada pelas iniciais de seus nomes, que se consolidou como o maior símbolo do ideal constitucionalista paulista. Seus restos mortais repousam no Mausoléu do Ibirapuera, onde está inscrita a frase que perpetua sua memória: “Viveram pouco para viver bem, morreram jovens para viver sempre.”

Os acontecimentos de 1932 impulsionaram em São Paulo um amplo movimento de mobilização cívica, que culminou na deflagração da Revolução Constitucionalista em 9 de julho de 1932.

A participação da sociedade civil revelou-se igualmente fundamental, com especial destaque para a atuação das mulheres paulistas, que desempenharam funções essenciais no apoio logístico, no atendimento aos feridos e na sustentação moral das forças em campanha. Diante das dificuldades, foram promovidas amplas campanhas de mobilização popular, que contaram com expressiva participação da sociedade paulista em apoio ao esforço constitucionalista.

O movimento foi encerrado com a rendição das forças paulistas em 1º de outubro de 1932. Embora o desfecho militar tenha sido desfavorável, consolidou-se o entendimento histórico de que a Revolução Constitucionalista representou uma vitória de natureza moral e institucional, contribuindo para acelerar o processo que culminaria na promulgação da Constituição de 1934, de caráter mais democrático e alinhado às aspirações da sociedade brasileira.

Dessa forma, o 9 de Julho permanece inscrito na memória nacional como marco da luta paulista pela legalidade constitucional, pelo Estado de Direito e pelo fortalecimento das instituições democráticas, simbolizando o compromisso de uma sociedade com os valores cívicos que fundamentam a República.