Comece hoje pagando a partir de R$5/mês no plano mensal
PAINEL DE IDEIAS

A galope

Um hipódromo chegou a ser construído nas imediações de onde hoje se localiza o hipermercado Carrefour, próximo à rodovia Washington Luiz

por José Luís Rey
Publicado em 13/06/2026 às 17:16Atualizado em 13/06/2026 às 17:19
José Luís Rey (Divulgação)
Galeria
José Luís Rey (Divulgação)
Ouvir matéria

Já houve tempo, acredite, em que Rio Preto ambicionava tornar-se uma espécie de polo de desenvolvimento hípico, com especial afeição pelas corridas de cavalos motivadas por apostas, desafios e negócios entre os criadores.

A última dessas tentativas data de 1950, quando foi fundado oficialmente o Jockey Club de São José do Rio Preto, resultado de uma paixão de animadas lideranças empolgadas pelo galope competitivo – entre elas um antigo prefeito – o médico Ernani Pires Domingues - eleito o primeiro presidente da instituição, e o ex-deputado estadual Bady Bassitt.

Um hipódromo chegou a ser construído nas imediações de onde hoje se localiza o hipermercado Carrefour, próximo à rodovia Washington Luiz. A pista oval, de terra batida, servida por pequena arquibancada de madeira, era usada para competições nos finais de tarde e, em ocasiões especiais, conseguia atrair a presença de senhores elegantes e mulheres desfilando chapéus e vestidos de modistas, no melhor estilo consagrado “Los Grandes Premios” no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Logo após sua inauguração, em 1968, a rádio Independência destacou o narrador esportivo José Guerreiro para fazer a transmissão de alguns páreos.

Apesar da popularidade das corridas, a febre nascente do turfe não durou muito e o hipódromo acabou desativado ainda no final dos anos 60. De lá para cá, as corridas de cavalos na região de Rio Preto transformaram-se em eventos focados em equitação clássica e esportes equestres, já que o hipódromo oficial nunca mais foi reativado

São José do Rio Preto já não possui o hipódromo, embora a instituição Jockey Club perdure até hoje, com uma sede social no Centro, tradicional para apostas em turfe.

Sem grandes competições de turfe, a cidade começa a renovar o público para provas equestres oficiais, como a Copa Rio Preto de Hipismo e etapas de provas de velocidade 1, 2.

Mas a existência do hipódromo não foi o único ponto de ligação entre Rio Preto e a paixão pelas carreiras de cavalos. Entre sessenta e setenta anos antes do hipódromo do Jockey Club, ainda nos primeiros anos do século 20, as corridas domingueiras aconteciam no largo da matriz, em volta da igreja que depois se tornaria a Catedral rio-pretense.

JOSÉ LUÍS REY

Jornalista em Rio Preto. Escreve quinzenalmente neste espaço aos domingos.